Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Chuva de pétalas e contos de fadas invadem a Expoflora

HOLAMBRA - Estão voltando as flores. A Expoflora, que se autointitula "a maior exposição de flores da América Latina", realizada em Holambra, já começou e vai até dia 29 de setembro, sempre às sextas-feiras, sábados e domingos, das 9 às 19 horas. A expectativa, segundo os organizadores, é de atrair 300 mil visitantes ao longo de todo o evento, que está na 32.ª edição.

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2013 | 02h18

O ingresso custa R$ 32 (site: expoflora.com.br). Além de poder comprar flores e mudas por preços mais em conta do que os praticados em São Paulo, é possível apreciar verdadeiras obras de arte criadas com plantas. A área de exposição, idealizada por Jan Willem van der Boon e Jessica Drost, teve como tema Flores, Contos e Lendas. "Mas não é um retrato fiel das histórias", avisa Jan. "É a nossa interpretação."

Assim, é possível ver os sete anões da Branca de Neve em momentos de descontração: à mesa, na banheira e até na privada. Em meio ao cenário lúdico, que fará crianças e adultos se divertirem, surgem as novidades da temporada.

Estão ali a rosa blueberry, desenvolvida na Itália e que, segundo o produtor Benny van Rooijen, teve 30 mil versões descartadas antes de chegar ao resultado atual; o copo de leite negro; e até exemplares de olho na decoração para a Copa do Mundo. Que tal um crisântemo amarelo com miolo verde, uma orquídea de pigmentação esverdeada ou um hibisco laranja e verde, de olho num possível confronto Brasil x Holanda. A criatividade, afinal, não tem limites.

Alguns clássicos da feira, contudo, não poderiam faltar. É o caso da tradicional chuva de pétalas, sempre às 16h30. São necessárias 18 mil rosas por dia para o espetáculo, ponto alto do evento. Um pouco antes, às 16 horas, ocorre a Parada das Flores, com três carros alegóricos que trazem personagens como Branca de Neve e o Rei Leão - e, claro, muitas flores.

Às 14h30, ocorrem apresentações de danças típicas, com grupos da cidade. "As crianças aprendem na escola e começam a ensaiar em fevereiro", conta Petrus Schoenmaker, o Piti, que nasceu na Holanda e veio para o Brasil com a família aos 15 anos - hoje, ele tem 69. Agricultor de profissão, ele organiza as apresentações e é considerado o embaixador da Expoflora.

PELAS RUAS

É claro que dentro dos pavilhões da Expoflora ninguém vai passar fome: há duas praças de alimentação com 16 lanchonetes e sete restaurantes - incluindo os especializados em comida holandesa, herança dos imigrantes que chegaram na cidade a partir de 1948. Mas já que está ali, por que não dar um pulinho no centro da cidade?

Durante a feira, haverá à disposição dos turistas um ônibus de city tour, ao preço de R$ 13, que sai da entrada do pavilhão. No percurso, de 40 minutos, o guia fala sobre a formação da cidade, curiosidades locais e alguns de seus pontos principais, como a Rua Turística. A visita termina na fazenda Terra Viva, que montou um campo de flores especialmente para o tour.

A parte ruim é que a única parada para descer será no campo de flores - seria muito melhor um sistema de hop on, hop off em alguns dos pontos turísticos da cidade. Afinal, não dá para passar na Rua Turística e resistir aos pratos típicos da Casa Bela e aos doces da Martin Holandesa. Aliás, repare nos mosaicos na parede externa da Casa Bela, feitos com restos de cerâmica tradicional holandesa. Dá para identificar tamanquinhos, bonecos, vaquinhas...Outra opção são os tours da Theo Turismo (www.theoturismo.com.br), a partir de R$ 15 por pessoa.

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