Mari Campos/Arquivo pessoal
Mari Campos/Arquivo pessoal

Cidade do Cabo é o destino final de travessia Brasil - África

Metrópole sul-africana tem praias, museus e é um deleite para os amantes de vinho

Mari Campos, Especial para o 'Estado'

02 Abril 2012 | 22h00

Chegar à Cidade do Cabo pelo Atlântico é uma experiência difícil de esquecer. Bem ao longe, já é possível avistar no horizonte a forma inconfundível da Table Mountain se impondo sobre o sul do continente africano. Não à toa, marinheiros e navegadores sempre descreveram a cidade como o mais lindo porto do mundo. E é.

Os desembarques dos navios não são mais permitidos no cultuado V&A Waterfront, por isso o Silver Whisper aportou em Duncan Dock, a 10 minutos dali. O Waterfront é, por excelência, o ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro que visitam a Cidade do Cabo: não bastasse a linda vista que se tem de qualquer ponto, ali também está um dos maiores shoppings da cidade, com lojinhas, bares, cafés e restaurantes.

Para ver toda a costa, acompanhando o curioso recorte da baía da Cidade do Cabo, siga até a base da Table Mountain e, dali, tome o bondinho giratório para o topo da montanha. Lá do alto, repare nos paragliders rodeando a segunda montanha mais famosa da cidade, a Lion’s Head, cujo formato lembra a cabeça de um leão.

Dito isto, escolha as demais atrações de acordo com seu interesse. Louco por praia? Espere areias clarinhas e águas congelantes em Camps Bay, Sea Point e Hout Bay. Prefere história? Do impagável Museu do Ouro ao emocionante Distict Six Museum, descubra os detalhes do rico e conturbado passado sul-africano.

Já os fãs de vinho terão dias de puro deleite. Algumas das vinícolas mais antigas do país estão atrás da Table Mountain, em Constantia. Mas são as cidadezinhas de influências francesa e alemã dos arredores, como Stellenbosch, Paarl e Franzschoek, que guardam os maiores tesouros em forma de vinho. São mais de 200 vinícolas, belíssimas propriedades que datam desde o século 17.

 

 

Táxi ou ônibus. A Cidade do Cabo se mostra democrática, acessível e fácil de ser explorada. Mas é bom lembrar que se trata de uma metrópole, com atrações bem distantes entre si e um transporte público deficiente. Uma boa saída para quem não quer perder a paciência discutindo preços e corridas com taxistas (a maioria opera sem taxímetro e cobra o quanto quer pela viagem) é apostar nos famigerados Sightseeing Bus (citysightseeing.co.za), ônibus de dois andares que passam pelos pontos principais da cidade, muito comuns na Europa.

A vantagem ali é que o ônibus vai e volta para o V&A Waterfront e opera em duas linhas diferentes. Você pode, com o tíquete válido por dois dias (240 rands ou R$ 57), pular de uma para outra quantas vezes desejar. A vermelha explora as atrações mais tradicionais, como Table Mountain, District Six, Bo Kaap e Long Street, enquanto a azul leva a regiões mais distantes: praias de Camps Bay e Hout Bay, vinícolas de Constantia...

Para mim, a chegada à Cidade do Cabo significava o fim de uma aventura de 14 dias em meio ao Atlântico. Que linda maneira de se despedir.

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