Nathalia Molina @ComoViaja
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Cidade do México: confira oito programas para entender a cultura do país

A capital proporciona um mergulho na essência do país, rico em expressividade, sabores marcantes e zonas arqueológicas

Nathalia Molina, Especial para o Estadão

31 de maio de 2022 | 05h00

Passar uns dias num resort diante do mar turquesa num lugar cheio de atrativos para conhecer quando quiser em passeios é o que faz de Cancún, no México, um best seller no turismo mexicano. O destino está sempre nas listas dos mais vendidos no exterior por operadoras brasileiras e nos rankings dos mais buscados também por quem viaja por conta própria. Ao lado das praias e da boa estrutura turística, ali e na vizinha Riviera Maia, a região ainda apresenta a beleza dos cenotes e da herança maia, em sítios arqueológicos como Chichén Itzá, uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo.

O México, no entanto, é tão diverso que permite vários roteiros para mergulhar na sua essência. Vai aqui, então, uma proposta para você, viajante: antes de chegar a Cancún, pare uns dias na Cidade do México. Por lá, a história é outra, a começar pelo povo que vivia ali antes de os espanhóis chegarem, os astecas. E continua no estilo de programação, com história, arte, comidas típicas, parques e construções históricas . Vamos embarcar em oito programas que são a cara do México? Ah, lembrando, o uso de máscara segue obrigatório.

Casa de Frida Kahlo

Foi na Casa Azul que Frida Kahlo morou com a família e depois com o marido, o pintor Diego Rivera. Com amplas janelas de vidro, o ateliê da artista recebe uma bonita luz natural, que acentua a aura poética de estar diante de seus cavaletes e pincéis. No quarto, é possível ver a cama da artista, com espelho no teto para que ela se visse durante o pós-operatório na coluna. Se  pela expressividade de Frida e a Cesariana (1931), obra inacabada na qual, para mim, não falta nada para compreender o universo da pintora, que transformava dor em arte com maestria. Suculentas melancias dominam Viva La Vida (1954), seu último quadro, uma celebração da existência, mesmo diante dos problemas de saúde enfrentados por Frida.

O lindo jardim da Casa Azul merece um passeio. Separe tempo para ver a exposição temporária Os Vestidos de Frida com os emblemáticos trajes típicos da pintora, inspiração para estilistas como Jean Paul Gaultier. 3ª a dom., 10h/18h (4ª, a partir das 11h). 250 pesos mexicanos (cerca de R$ 60) – 270 pesos nos fins de semana (em torno de R$ 65); museofridakahlo.org.mx/es (venda de ingressos pelo boletosfridakahlo.org).

Trajineras coloridas de Xochimilco

O espanto diante das cores exageradas e do congestionamento de trajineras (barcos turísticos de nomes femininos) foi proporcional ao interesse pela experiência nos canais de Xochimilco. Ao longo do passeio, outras embarcações passavam vendendo de tudo, de pratos típicos a tiaras de flores artificiais. Mariachis também desembarcaram na trajinera para oferecer suas canções, a 150 pesos mexicanos cada. Junto com o centro histórico da capital, a região foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1987. Ela guarda a história da fundação da Cidade do México, construída sobre um lago. 500 pesos mexicanos (aproximadamente R$ 120) por hora para cada embarcação; thecity.mx.

Museu Nacional de Antropologia

Isso é o que se pode chamar realmente de um museu nacional. Com 45 mil m², é o maior do México e suas 22 salas apresentam o decorrer dos anos. Não saia sem ver: a Pedra do Sol; a escultura de Xochipilli, deus da arte, dos jogos e da dança; e El Paraguas, instalação em forma de guarda-chuva logo na entrada. Dá para aprender sobre os povos que ocuparam o país até a chegada dos espanhóis, no início do século 16, e a consequente queda de Tenochtitlán, capital do império liderado à época por Montezuma. O México é riquíssimo em civilizações pré-hispânicas; maias e astecas são só as mais conhecidas. 3ª a dom., 9h/17h. 85 pesos mexicanos (cerca de R$ 20,50); mna.inah.gob.mx.

Comidas e drinques típicos

Tamale (massa cozida à base de milho), gordita (redonda e frita, com recheio), tlacoyo (tortilla oval, recheada e escura, feita com milho azul), pambazo (pão frito em molho de pimenta). São tantas as variações no México que dá para se perder. Para uma amostragem, a Tengo Hambre organiza um tour a pé pelo centro histórico (US$ 90, ou uns R$ 425), com seis paradas para comida de rua e uma prova de pulque (bebida alcoólica fermentada, da cultura asteca). clubtengohambre.com.

Proposta bem diferente, mas que também permite experimentar vários quitutes numa só vez, é se sentar ao ar livre, no belo pátio interno do Four Seasons Hotel Mexico City. O bar Fifty Mills serve a porção Surtido de Antojitos (270 pesos mexicanos; cerca de R$ 65), com quesadillas, tlacoyo e pambazo, tudo em versão mini. Pode acompanhar um La Ruah (300 pesos mexicanos; em torno de R$ 72,50), coquetel à base de mezcal (destilado a partir do fermentado de agave), com chá verde, bitter de laranja, absinto e folha de manga. O restaurante Zanaya também prepara pratos com ingredientes mexicanos, e o brunch de domingo (desde 1.390 pesos mexicanos; cerca de R$ 336) inclui uma parte regional. fourseasons.com/mexico.

Assista ao Balé Folclórico do México

Companhia fundada pela bailarina Amalia Hernández, o Ballet Folklórico de México mostra coreografias, roupas e estilos de dança de diferentes partes do México. É a chance também de visitar o Palácio de Belas Artes como espectador. O teatro nacional, para até 1.396 pessoas, abriga murais de expoentes dessa manifestação artística mexicana, como Diego Rivera, José Orozco e David Alfaro Siqueiros. Atente para a cortina de cristal Tiffany no palco. 4ª, 20h30; e dom., 18h e 21h30. A partir de 336 pesos mexicanos (em torno de R$ 80); balletfolkloricodemexico.com.mx.

Templo Mayor no centro histórico

Bem no centro da Cidade do México, é possível ver ruínas da civilização asteca. O Templo Mayor fica pertinho do Zócalo, principal praça da capital, onde estão a Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional (em cujas paredes Epopeia do Povo Mexicano, emblemáticos murais de Diego Rivera, contam a história do país). Foi a principal instituição religiosa de Tenochtitlán, a capital do império asteca. No lugar das escavações, há um museu de mesmo nome, com oito salas, metade delas sobre cada um dos dois deuses a que o Templo Mayor era simultaneamente dedicado: Huitzilopochtli, deus da guerra, e Tlaloc, da chuva e da agricultura. 3ª a dom., 9h/17h. 85 pesos mexicanos (cerca de R$ 20,50; templomayor.inah.gob.mx.

Pirâmides de Teotihuacán

Uma das mais relevantes cidades da Mesoamérica pré-colombiana, Teotihuacán chegou a ter 100 mil habitantes no seu auge. Os principais edifícios, bem conservados, incluem as pirâmides do Sol e da Lua – ainda não foram reabertas para subi-las na pandemia. É muito impactante caminhar pela rua principal rodeado pelo que restou da antiga cidade. Empresas como a Amigo Tours oferecem passeios guiados para a zona arqueológica, distante cerca de 40 quilômetros ao norte da capital. 8h/16h. 85 pesos mexicanos (cerca de R$ 20,50); teotihuacan.inah.gob.mx. Teotihuacán com Basílica de Guadalupe a US$ 43 (ou uns R$ 205); amigotours.com.

Souvenirs

Sombreros, caveiras e pirâmides se misturam a figuras de Nossa Senhora de Guadalupe, Frida e Chaves. As lojas de souvenir refletem o caldo que é a Cidade do México. Impossível voltar para casa sem um tantinho de cor.

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