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Cidade encaixota diversão noturna

A pequena San Andrés Cholula criou um jeito irreverente de fazer a festa da galera universitária: um distrito boêmio vanguardista, com bares, restaurantes e lojas, tudo dentro de 50 contêineres

Carina Bacelar , Especial para O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2013 | 02h16

SAN ANDRÉS CHOLULA - Não há litoral na pequena San Andrés Cholula, município localizado no Estado de Puebla, cerca de duas horas a sudeste da Cidade do México. Mas, ainda que a praia mais próxima esteja a duas horas de distância, os contêineres, elementos recorrentes na paisagem portuária, são o atrativo local.

Inaugurada em 2009, a Container City (www.containercity.com.mx) é uma espécie de distrito boêmio em meio a um lugar que parece parado no tempo. Enquanto o Zócalo (praça principal) de Cholula concentra doceiras e artesãos tradicionais, Container City é vanguardista. As estruturas metálicas reúnem bares, restaurantes, galerias de arte e lojas de roupas.

O distrito foi construído sem recursos públicos com 50 contêineres provenientes do porto de Veracruz. O projeto é do arquiteto Gabriel Esper Caram, da Universidad de las Américas Puebla (UDLAP), instituição que fica em Cholula e é uma das mais caras do país.

Não é inesperado, portanto, que a maioria do público médio mensal de 1.800 a 2.000 pessoas seja de estudantes. Muitos atletas da UDLAP podem ser reconhecidos usando uniformes. Também há muitos intercambistas na universidade, que quase sempre andam em grupo. Portanto, se o programa dos estrangeiros incluir a Container City, o bar eleito transforma-se praticamente em um quintal de hostel.

O estudante brasileiro Lucas Soares era um deles. No primeiro semestre do ano cursava Comunicação Social na UDLAP e recorda que os bares da Container City eram o endereço do "esquenta" para as baladas espalhadas pela Avenida Camino Real, que liga Cholula a Puebla, a capital do Estado. "O bacana era que os ambientes eram bem aconchegantes", diz. De ruim, para ele, só os preços salgados.

A diversidade é a marca dos 28 estabelecimentos. No bar La Martina, o forte é a transmissão de eventos esportivos, como futebol e lutas. Para acompanhar a torcida, o cardápio inclui variedade de bebidas alcoólicas e aperitivos. As doses de tequila e vodca dependem da propensão à ousadia: incluem shots (50 pesos mexicanos ou R$ 8,60), copos de 1 litro (preparados com suco ou refrigerante, por 115 pesos ou R$ 20) ou garrafas (600 pesos ou R$ 103).

Com menu asiático, a poucos metros dali está o Mongos, onde o cliente monta o próprio prato. Também há sorvetes de chai, chá típico indiano (35 pesos ou R$ 6).

Para as compras, há butiques como a Bianco, da designer Anabell Díaz. O espaço reúne roupas de 15 fornecedores de coleções autorais mexicanas. Já na Kokor Aú, a ideia é reproduzir um enorme guarda-roupas, com uma miscelânea proposital de roupas, acessórios, maquiagens e produtos de beleza.

Quem se jogar nesse SoHo interiorano precisa tomar três cuidados. O primeiro é com as ruas quase desertas do entorno. O segundo, para quem for de Puebla, é não se deixar enganar pelos taxistas: eles costumam aumentar o preço para turistas, mas não aceite pagar mais de 80 pesos (R$ 14) pela corrida. Por último, cautela com os drinques a litro, comuns na cidade: pode ser que no dia seguinte você sequer saiba enumerar o que viu na Container City. O local abre terça e quarta-feira, das 10 horas à meia-noite; de quinta a sábado até as 2 horas e domingo até as 18 horas.

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