Cinco exposições para colocar na agenda

No Hemisfério Norte, primavera e verão são época de aproveitar as temperaturas amenas para fazer atividades ao livre. Nesta temporada, contudo, vale a pena deixar os parques e feiras por algumas horas para conferir grandes exposições. Programe-se:

FELIPE MORTARA, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2012 | 03h09

Rafael em evidência

Museu do Prado, Madri

Feita em parceira com o Museu do Louvre, em Paris, O Último Rafael é uma das exposições mais importantes já dedicadas à obra do italiano Rafael Sanzio (1483-1520) e sua oficina - e a primeira centrada na fase tardia da produção que o transformou em um dos pintores mais influentes da arte ocidental. Uma viagem cronológica por mais de 40 pinturas e 30 desenhos, criados nos últimos sete anos de vida do mestre. Inclui peças como Santa Cecilia, da Pinacoteca de Bolonha, e O Retrato de Baldassare Castiglione, do Louvre. Ingressos a 12 (R$ 30). Começa hoje e segue até 16 de setembro.

Palcos de Shakespeare

British Museum, Londres

De carona nos Jogos Olímpicos e no Festival Mundial de Shakespeare - que promove no Reino Unido, até o fim do ano, centenas de eventos e apresentações relacionada ao seu maior dramaturgo -, o British Museum traz uma grande exposição sobre o mundo e as obras de William Shakespeare (1564-1616). Em Shakespeare: Staging the World (Shakespeare: Interpretando o Mundo) serão exibidos mais de 190 objetos que retratam o nascimento do teatro moderno profissional e demonstram como as artes cênicas provocaram reflexões em assuntos do cotidiano. Entrada: 14 libras (R$ 44). Em cartaz entre 19 de julho a 25 de novembro.

Louis Vuitton - Marc Jacobs

Les Arts Décoratifs, Paris

A exposição apresenta a história de duas personalidades da moda, Louis Vuitton (1821-1892), criador da marca, e Marc Jacobs, atual diretor criativo da grife, destacando suas contribuições para o mundo fashion. A mostra elucida como cada um foi capaz - no seu respectivo tempo - de inovar e fazer progredir toda uma indústria. Um aspecto curioso é que a curadoria se preocupou em criar um paralelo não cronológico, mas por temas em comum. Preço: 9,50 (R$ 24). Até 16 de setembro.

Lichtenstein: retrospectiva

Art Institute, Chicago

Whaam! Bratatat! Varoom! São algumas das onomatopeias que aparecem recorrentemente na obra de Roy Lichtenstein (1923-1997), ícone da pop art. Prova de sua popularidade é que a tela Sleeping girl, de 1964, foi vendida no mês passado por US$ 45 milhões. Com mais de 160 obras, a mostra do artista americano reúne também trabalhos nunca antes exibidos, como pinturas e esculturas. O resultado é uma deslumbrante variedade de cor e dinamismo, usando como referências movimentos artísticos, anúncios de revistas e histórias em quadrinhos. Ingressos: US$ 18 (R$ 36). Em cartaz até 23 de setembro.

Chagall, sobre o amor

Takashimaya Gallery, Tóquio

Chega pela primeira vez ao Japão a série Circus, com 39 gravuras de acervos particulares feitas pelo artista russo Marc Chagall (1887-1985). Tendo como tema o amor e o casamento, a mostra elucida porque o artista ficou conhecido como "pintor de amor". Suas cores brilhantes embalam um estilo fantástico que conduz também à reflexão do amor entre homens e mulheres e ainda às relações familiares e religiosas. Para estrangeiros, há visitas e audioguias em inglês. Ingressos a 1.000 ienes (R$ 25). Até dia 25 de julho.

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