Petr Josek/Reuters
Petr Josek/Reuters

Cinco grandes cidades para escapar dos parquinhos

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Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2018 | 03h00

Faça qualquer pesquisa de destinos para viajar com crianças. Seja lá quais forem as sugestões, as justificativas são sempre as mesmas: áreas verdes, resort, zoológico, parque de diversão. 

A verdade é que, por mais que a gente ame os nossos filhos (sobrinhos, netos) e queira tirar férias com eles, gastar todo esse dinheiro para passar os dias entre parquinho e piscina nem sempre é a mais animadora das perspectivas. Veja cinco grandes cidades para visitar em família fazendo o mesmíssimo roteiro que você faria sem crianças. Garanto: todo mundo vai se divertir. 

Toronto. A Art Gallery of Ontario (AGO) é um dos museus mais legais para crianças que conheço. Tem estações de pintura com monitores que propõem desafios afinados com o acervo e uma loja recheada de brinquedos e livros infantis inteligentes (e, de 3 de março a 27 de maio, recebe as instalações infinitas da artista japonesa Yayoi Kusama). 

Caminhem por The Path, a “cidade subterrânea”. Subam à CN Tower para andar sobre um piso de vidro a 342 metros de altura. Ao lado da torre está o bom Aquário Ripley’s

Peguem o trem para ver as Cataratas de Niagara – pode-se sobrevoá-las de helicóptero, chegar perto delas num catamarã ou caminhar por túneis que passam debaixo das quedas. Almocem no restaurante giratório da Skylon Tower, se ninguém da família tiver estômago frágil. 

Praga. Uma autêntica cidade de contos de fadas. Para chegar ao onipresente Castelo de Praga atravessa-se a majestosa Ponte Carlos. Na Praça da Cidade Velha, subam à torre da antiga prefeitura e acompanhem a performance do relógio astronômico a cada hora cheia. 

O centro histórico de Praga é cheio de barracas e lojas que vendem brinquedos de madeira e tecido, característicos da cidade. Comprem ingressos para alguma sessão de black theatre – um estilo de espetáculo teatral mudo, belíssimo. Façam bate-voltas à cidade de águas termais Karlovy Vary (126 km) e à linda Cesky Krumlov (165 km).

Lisboa. O Castelo dos Mouros, na vizinha Sintra, é o mais legal que conheço para crianças: toda vez que você acha que está perto do ponto mais alto, descobre que a trilha de degraus e muralha ainda é longa. O vento torna a aventura ainda mais emocionante. 

Usa-se bondinho (ou elétrico) para circular por Lisboa. No bairro de Belém há um Museu dos Coches, dedicado a carruagens. O novo Maat tem cobertura onde se pode subir e escadarias que terminam dentro das águas do Rio Tejo, para sentar nos degraus e molhar os pés. 

Há passeio de bike guiado no renovado Cais do Sodré. As crianças vão gostar da navegação panorâmica que começa diante do Arco da Rua Augusta. O bairro Parque das Nações tem teleférico e o famoso Oceanário de Lisboa

Marrakesh. É uma viagem para mostrar à criança um modo de viver bem diferente de seu dia a dia. Fiquem num riad – são hospedagens que ocupam palacetes tipicamente marroquinos. Caminhem pelas vias estreitas da medina, reparando nas cores, aromas e também nos chamados dos muezins que, das torres das mesquitas, convocam os fiéis à oração. 

Façam o tour ao Deserto do Saara – para montar um camelo, basta ir aos Jardins Menara, na cidade mesmo. Ah, e não esqueçam as tatuagens de henna para voltar para casa. 

Cidade do Cabo. Atual crise hídrica à parte, é um belíssimo destino para crianças. Dá para encerrar todos os dias no píer Victoria & Albert, um calçadão na orla com lojas, restaurantes, artistas de rua e muito espaço para correr. Dali partem ferry boats para o indispensável passeio à Robben Island, a ilha onde Nelson Mandela ficou preso durante 18 anos.

Ao alto da Table Mountain sobe-se num teleférico paralelo ao paredão rochoso – outra bela aventura para as crianças contarem depois. Combine o passeio ao Cabo da Boa Esperança com uma passagem pela Boulders Beach para ver pinguins.

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