Cinco minutos. E está pronto o autêntico Cohiba dominicano

Ricardo Brandt, SANTO DOMINGO

06 Julho 2010 | 11h00

Charuto. O verdadeiro Cohiba é cubano, mas foi nas mãos dos dominicanos que a marca ganhou o gosto dos americanos - proibidos de importar os legítimos de Cuba

 

 

Cinco minutos são suficientes para Juan Santana, de 40 anos, enrolar com maestria um Cohiba dominicano. Numa das principais tabacarias em frente à Plaza Colón, em Santo Domingo, ele mostra aos turistas a tradição do preparo do charuto mais conhecido de todo o mundo. O verdadeiro Cohiba é cubano, eternizado por Fidel Castro. Mas foi nas mãos dos dominicanos que a marca ganhou o gosto dos americanos, proibidos de importar os legítimos de Cuba.

 

São produzidos na República Dominicana alguns dos charutos mais renomados do planeta, como o Opus X, da conceituada Arturo Fuentes. Um de seus entusiastas é o diretor executivo do Instituto do  Tabaco do país, Adalberto Rosa. Ele comanda uma escola de enroladores de charutos que, depois de formados, exercerão o ofício a peso de ouro. "Os puros cubanos são mais fortes. Já os dominicanos, mais suaves, conquistaram americanos e canadenses", explica.

 

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O hábito de fumar charutos é uma das marcas da população - muitos degustam os seus no meio da rua. Se quiser fazer como os dominicanos, experimente um dos exemplares enrolados na hora por Juan. Ou pare em uma das tantas tabacarias da capital. Nelas há uma incrível variedade, dos melhores aos mais acessíveis. Uma caixa com 42 unidades dos Opus X sai por cera de US$ 1.300. Prazer para poucos.

 

Drinques. Com território tomado por plantações de cana, a República Dominicana tem no rum um de seus principais produtos. A bebida é conhecida por lá como "vinho de açúcar". Tem alta graduação alcoólica (entre 40 e 75 graus) e é usada como base para drinques - daiquiri, cuba libre e mojito - bebidos pelos bares de norte a sul. Barcelo e Brugal são as marcas mais famosas.

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