Ricardo Freire/Estadão
Ricardo Freire/Estadão

City tour à moda brazuca

Tão comuns no exterior, os ônibus de dois andares que fazem city-tour no estilo hop-on hop-off (com direito a parar pelo caminho e subir no próximo) ainda são raros nos destinos brasileiros

Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2017 | 01h35

E em alguns lugares (alô, Rio! alô, São Paulo!) deixam a desejar. 

Curitiba. A Linha Turismo foi o primeiro e é até hoje o melhor dos hop-on hop-offs brasileiros. O circuito leva a todos os parques da cidade, ao museu Oscar Niemeyer e ao bairro de Santa Felicidade. Um carnê de R$ 40 dá direito a cinco embarques. A frequência é perfeita: há ônibus de meia em meia hora (turismo.curitiba.pr.gov.br). 

Gramado. O BusTour é o único que pode ser comparado à linha de Curitiba. Leva a 40 atrações turísticas entre Gramado e Canela (incluindo o parque de neve Snowland). Tem uma frota de oito double-deckers que partem a cada 45 minutos, e oferece descontos e promoções com algumas atrações. O passe de 2 dias custa R$ 109 (bustour.com.br).

Salvador. O circuito é excelente: cobre do Farol da Barra ao Bonfim, passando pela Fonte Nova – com uma parada de 1h40 no Mercado Modelo para dar uma subida ao Pelourinho pelo Elevador Lacerda. São apenas 3 saídas por dia. Custa R$ 60 e não funciona aos domingos (salvadorbus.com.br). 

Brasília. O city-tour da Catedral Turismo sai do Brasília Shopping e passa pelos pontos mais emblemáticos da capital, com três paradas de 10 minutos. Tem 3 saídas diárias e custa R$ 50 (catedralturismo.com.br). 

Porto Alegre. A Linha Turismo de Porto Alegre tem duas linhas. A linha Centro Histórico, com saídas a cada hora, funciona como hop-on hop-off. A linha Zona Sul é apenas panorâmica e tem duas saídas diárias. A narração é excelente e os preços, camaradas: R$ 25 em dias úteis e R$ 30 no fim de semana (portoalegre.travel).

Belo Horizonte. A linha Circular Lagoa da Pampulha (512) não é double-decker, mas veio para solucionar um problemão: a ligação entre todas as atrações da Lagoa da Pampulha. O circuito é feito em ônibus comum e cada embarque custa R$ 2,85 (bhtrans. pbh.gov.br). 

São Paulo e Rio de Janeiro. As linhas de city-tour das duas maiores cidades brasileiras têm problemas semelhantes: apenas um double-decker na rota (complementado por ônibus convencionais), pouca frequência e circuito limitado. O resultado são ônibus circulando vazios. O passe de São Paulo, de R$ 40, ao menos inclui ingressos grátis em alguns museus; o do Rio de Janeiro, a R$ 80, é extorsivo para andar de ônibus convencional. Precisam ganhar novos double-deckers, aumentar o circuito e a duração dos passes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.