Clássicos do fast-food no centro de Quito

Ao bater pernas entre os prédios históricos da capital do Equador, faça pausas para provar o ‘helado’ da sorveteria mais antiga, o chocolate quente, o sanduíche de pernil...

Ariel Palacios, de QUITO,

19 Novembro 2010 | 10h00

 

O imponente Vulcão Pichincha, que domina a paisagem de Quito, no século 19 tinha uma função além da de enfeitar o horizonte da capital do Equador. O gelo acumulado na montanha era usado para fabricar os sorvetes da heladería San Agustín, a mais antiga da cidade.

 

A sorveteria inaugurada em 1858 faz parte de um grupo de estabelecimentos de quitutes rápidos cuja história se confunde com a da capital. Em comum, a localização, em pleno centro histórico, entre prédios de arquitetura colonial espanhola, igrejas carregadas de ouro e modernas sedes de bancos. E a característica familiar, já que são administrados por filhos, netos e bisnetos dos fundadores.

Em um século e meio de vida, a San Agustín coleciona uma lista de frequentadores que exibe ministros e presidentes - José María Velasco Ibarra, eleito cinco vezes apesar de ter completado apenas um mandato, encomendava ali os sorvetes para a Presidência da República.

 

As receitas servidas são as mesmas do século 19, garante o proprietário Andrés Chaguaro, sexta geração da família que criou o estabelecimento - todos trabalharam ali. Sorvetes de frutas nacionais, como taxo, naranjilla (que cresce na Cordilheira dos Andes) e guanábana (litorânea) se destacam no cardápio. Detalhe: as delícias são preparadas em uma bacia de bronze que gira sobre uma cama de gelo.

E nem só de baixas temperaturas vive a San Agustín. Festas religiosas viram motivo de receitas especiais. Caso da colada morada, um suco adensado por farinha de milho preto, preparado na semana que antecede o Dia de Finados. E da fanesca, sopa de milho, quinoa, lentilha, leite e bacalhau, própria da Semana Santa.

 

Sem aditivos. O sorvete de amora preparado apenas com a polpa da fruta, sem corante químico, fez a fama da Cafetería Heladería Caribe. Mas o cardápio exibe outros sucessos. A fumegante xícara de chocolate ambateño (típico de Ambato, cidade ao sul de Quito especializada na produção de cacau), servida desde a inauguração, em 1950, nunca sai de moda entre o variado público, formado por burocratas do governo, estudantes e casais de namorados. Nem a salchipapa: uma montanha de batatas fritas coroada por uma salsicha.

 

O prato comme il faut do Café Chopineros, fundado em 1938, é um clássico do fast-food equatoriano: o sánduche de pernil, preparado em forno de barro pela proprietária, Magdalena Checa, de 81 anos. As torradas também são 100% caseiras, do pão à manteiga, batida à mão. Uma habilidade passada de mãe para filha.

 

 

Saiba mais

Sorveteria San Agustín

Fica na Rua Guayaquil, N5-59

Café Sorveteria Caribe

Na esquina das ruas Venezuela e Bolívar

Café Chapineros

Rua Chile, OE-217

 

 

Veja também:

linkQuantos países tem o mundo?

linkMéxico sem visto: pergunte-me como

linkNova York no inverno a preços reduzidos

linkGosto de história

linkBeleza medieval entre muralhas e torres

linkHoras de dedicação ao pecado da gula. E à merecida e sagrada siesta

blog Blog. Dicas e bastidores das viagens da nossa equipe

blog Twitter. Notícias em tempo real do mundo turístico

 

Mais conteúdo sobre:
viagemQuito

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.