Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Clima de agito na capital

De São Miguel dos Milagres, optei para ir direto a Maceió e deixar as outras praias do caminho para um tour mais cuidadoso no dia seguinte. Diferentemente das cidadezinhas por onde passei, a capital alagoana tem vida noturna vibrante - barracas no maior estilo Vila Olímpia, como a Lopana, frequentada por executivos e turistas, oferecem programação com DJs e ficam lotadas todos os dias da semana.

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2012 | 02h12

Em clima família, a feira de artesanato da Pajuçara garante lembrancinhas diversas - deixe para comprar a renda de filé na Avenida das Rendeiras. Para explorar a orla a qualquer hora do dia, você pode alugar uma bike na Pedala Maceió (30 minutos a R$ 6) e devolver em três pontos.

No dia seguinte, a meta era conhecer a Praia de Carro Quebrado, de difícil acesso para carros sem tração e um visual moldado por falésias. Em Paripueira, a gigantesca barraca Mar & Cia (82- 3293-2031) é ponto de partida para as lanchas que levam ao local (R$ 50 por pessoa). O trajeto até elas é feito de jardineira, pilotada pelo divertido Coisado de Paris (Paris, segundo ele, é o apelido carinhoso de Paripueira). Eu, que costumo odiar guias de turismo engraçadinhos, fui obrigada a me render ao verdadeiro show de humor proporcionado por essa figura que usa microfone à la Axl Rose e peruca descabelada. Não há quem não aplauda no final. / A.M.

 

O marechal e uma praia querida

 

No dia seguinte, descemos em direção à Praia do Gunga. Antes, porém, eu queria voltar a Marechal Deodoro, cidade onde nasceu o militar que proclamou a República. Em 2006, o centro histórico havia acabado de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - o Complexo Franciscano, construído entre os séculos 17 e 18, estava em ruínas.

 

Apesar de bonito, o casario colonial (onde fica a casa de Marechal Deodoro, hoje um museu) vem perdendo a identidade. O Complexo Franciscano, contudo, está sendo reformado e a fachada vale o clique. Depois da pausa rápida, voltamos à estrada.

 

São cerca de 20 minutos até a Praia do Gunga - a visita, agora, está mais organizada. Paga-se R$ 1 para subir ao mirante, conservado por uma empresa privada. Lá do alto, a vista mais conhecida da região: um mar de 80 mil coqueiros que parece não ter fim. Fique o tempo que quiser antes de seguir para a praia, onde uma infinidade de quiosques aguarda os visitantes.

 

Você pode escolher entre ficar próximo à água doce, ao lado da gigantesca Lagoa do Roteiro, ou da água salgada. Antes de fincar acampamento, porém, que tal um passeio de buggy? Você reserva ali mesmo (custa R$ 120) e vai até a área de falésias.

 

Caminhar nesse labirinto natural é uma experiência única. Olhe as falésias bem de pertinho. Amarelo, azul, branco, vermelho são algumas das cores naturais da formação - ao todo, há 38 tons diferentes. Incrível.

 

A única tristeza é a quantidade de lixo encontrada nesse trecho, que nem barracas de praia tem. Garrafas pet, pacotes de salgadinho, palitos de sorvete e um sem-fim de sacolinhas plásticas, mesmo em uma época do ano pouco procurada por turistas, comprometem a beleza do lugar. É caso de prefeitura e iniciativa privada se unirem para preservar um patrimônio querido por todos. /A.M.

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