Mônica Nóbrega/AE
Mônica Nóbrega/AE

Clima de antigamente na animada Nápoles

Ruas barulhentas e coloridas criam mix irresistível

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2009 | 02h26

É como uma feira livre. Os mesmos decibéis, a mesma mistura de sabores, cheiros e cores. Ao lado da elegante Costa Amalfitana, Nápoles é o seu oposto. Ou complemento. Ponto de chegada dos turistas na Campanha, a cidade é um aglomerado de ruas antigas estreitas, tomadas por uma multidão frenética, pelas roupas penduradas do lado de fora das janelas e por portas sempre abertas.

Embora Nápoles inteira seja assim, efervescente, o mergulho nesse clima caótico, deliciosamente italiano, tem endereço preferencial. Na borda oeste do centro antigo, a região conhecida como Quartieri Spagnoli parece ter parado em um tempo em que ninguém pedia licença para entrar na casa do vizinho.

Os restaurantes se abrigam em prédios dos séculos 17 e 18 e colocam duas ou três mesas na rua (são raras as calçadas nessa área). Só o olhar atento encontra ateliês e galerias. Nas vias abertas ao tráfego de veículos, pedestres espremem-se contra as paredes para deixar passar os carros. Algumas ruas são tomadas por barraquinhas de roupas, flores e comida. Caso dos arredores da Igreja Santa Maria de Montesanto.

 

Veja também

linkConcorrida, romântica e com aroma de limão

A Via Toledo é a rua comercial da área. Em uma das pontas está a Piazza del Plebiscito, abraçada pelo Palazzo Reale, construído pelos vice-reis espanhóis, que tiveram o seu período de domínio por ali, no século 17. Hoje, funciona um complexo cultural, com museu e biblioteca.

Bem ao lado, o Castel Nuovo tem status de monumento-símbolo da cidade. A estrutura data do século 13, mas, dessa época, apenas a linda Capella Palatina sobreviveu praticamente intacta. Os outros salões, torres e muralhas foram erguidos ou recuperados dois séculos mais tarde. A imagem de conto de fadas inspira casais, que escolhem o castelo como cenário para, vestidos a caráter, tirar fotos para o álbum de casamento.

Também nos arredores fica a Galeria Umberto I. Suas portas em arco e seu domo central envidraçado já foram ponto de encontro da alta sociedade local e alvo da inveja de outras metrópoles europeias.

O coração antigo de Nápoles fica entre a Via Toledo e o mar. A área de Santa Lucia tem uma boa variedade de igrejas dos séculos 14 e 15. A arquitetura gótica da de San Lorenzo Maggiore, por exemplo, é única na cidade. A de San Gregorio Armeno tem um luxuoso interior barroco.

PANORÂMICA

Nenhuma visita a Nápoles fica completa sem dois programas fundamentais. O primeiro é comer ao menos uma das pizzas feitas na cidade - que, afinal, inventou o prato. Aproveite que está no centro para provar a massa com 140 anos de história do restaurante Da Michelle (damichele.net).

Por fim, pegue o funicular até o Museu Nacionale di San Martino. Há uma bela coleção de presépios napolitanos lá dentro. Mas o melhor mesmo é se debruçar nas muralhas e ver, do alto, o manto de retalhos amarelos, vermelhos e desbotados, que se estende até encontrar o mar e o Vulcão Vesúvio, dono do horizonte à esquerda.

linkPallazzo Reale: 6 euros (R$ 16); www.palazzorealenapoli.it

linkCastel Nuovo: Piazza Município

linkGaleria Umberto I: Via Toledo

linkIgreja de San Lorenzo Maggiore: Via Tribunali, 316

linkIgreja San Gregorio Armeno: Via San Gregoria Armeno, 1

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