Thais Caramico/AE
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Colorido e delirante

O espetáculo do grafite nas galerias e nos muros de Londres

Thais Caramico, O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2009 | 02h32

Esqueça a Tate Modern, o British Museum e a National Gallery. O que pretendemos aqui, com a ajuda do mapa (clique para ver), é levar você a sete endereços de arte urbana em Londres. São galerias que nem sempre estão com alguma mostra em cartaz, mas têm pinturas interessantes nas paredes e os melhores acervos, além de livros e gravuras de artistas do mundo todo para vender. Você pode seguir esse roteiro de cima para baixo, indo e voltando, como quiser. Não há regras, apenas uma recomendação: mantenha sempre os olhos bem abertos. O caminho para as galerias também é cheio de cor.

Os espaços estão concentrados entre Islington e City, no entorno das Estações Old Street e Liverpool Street de metrô, respectivamente. Meca da arte urbana e dos clubs e pubs em alta, a região - também conhecida por Shoreditch - é hoje uma das mais moderninhas da cidade. E fica bem perto de Brick Lane, a rua bangladeshiana dos restaurantes e bares cool e de vários (e totalmente incríveis) brechós.

 

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Com ajuda do mapa que preparamos, o passeio dura no máximo três horas a pé. E olha que dá para desviar um pouco e entrar em ruazinhas que percorrem os trechos principais. Entre uma parada e outra você vai ver pinturas, estênceis e colagens em vários muros, às vezes bem altos. Pena que é impossível garantir que as imagens que ilustram esta reportagem serão as mesmas que estarão ali.

 

Seja em São Paulo, Londres ou qualquer outro lugar do mundo, o grafite é uma arte efêmera. Os desenhos precisam contar com a ajuda da sorte para se manter intactos nos muros. "Durante muitos anos, ninguém nunca deu a mínima para limpar a região de Shoreditch. Era divertido sair para escrever e pintar os muros. E foi isso que atraiu muita gente para esse trecho", diz o grafiteiro inglês Charley Uzzell Edwards. Mais conhecido como Pure Evil, ele diz que as figuras agora estão sendo apagadas mais depressa. "É por causa das obras para as Olimpíadas de 2012", explica. "Mas não tem problema, pois esse é só mais um conflito que vivemos, como tudo na vida. Voltamos lá e fazemos outra pintura no lugar."

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