Camila Anauate/AE
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Com os Himbas

Uma dezena de cabanas nos pés de uma montanha revela o isolamento do povo Himba. Na visita à aldeia, a primeira impressão é a de que por ali o tempo parou. Mulheres nuas e suas longas tranças, corpos pintados com uma tinta naturalmente vermelha e muitos adornos. Elas amamentam bebês, riscam gravetos para fazer fogo e cozinham em panelas de ferro.

Camila Anauate, O Estado de S.Paulo

19 Maio 2009 | 02h33

De início, os himbas abrem um tímido sorriso em resposta ao hello. Alguns até se encolhem na entrada das ocas. Com o tempo, porém, dão intimidade. As crianças se entusiasmam diante das câmeras e balbuciam algumas palavras em inglês.

Sim, a nova geração desse povo nômade - são 5 mil pessoas espalhadas pelo país - estuda e trabalha, mas mantém os costumes na aldeia. O isolamento é questão de tradição.

Os mais velhos e as mulheres cuidam da tribo e produzem artesanato. Há até uma lojinha. Chaveiros, colares... Basta deixar dólares namibianos para receber de troco um sonoro ocuhepa. Obrigado.

 

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À tarde, mais paisagens inóspitas. Os teco-tecos decolam após o almoço para percorrer o último trecho da Skeleton Coast. Passam mais uma vez por praias desertas antes de pousarem no Hartmann Valley, na fronteira com Angola. Os jipes estão lá, a postos.

Os carros recortam o vale e encaram cenários de arrepiar por quase uma hora. Um nítido arco-íris dá boas-vindas. No meio do trajeto, adrenalina. Os jipes encaram duas descidas muito, mas muito íngremes. O frio encontra a barriga de quem está sentado no teto dos carros.

O susto só passa quando o Rio Kunene aparece cercado de colinas pontudas. Chegamos ao Kunene Camp, o último acampamento do roteiro.

A tarde cai e a pouca luz ainda mostra a beleza desse planeta tão distante. O rio corre ao lado das barracas e traz paz. Para fechar a noite como se deve, jantar à luz de velas sobre o píer de madeira. E um brinde ao céu prateado.

PAISAGENS

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