Com população indígena, capital desborda cultura

Ao sair do aeroporto, a primeira sensação é de estar entrando em uma cratera de vulcão. De fato há um deles adormecido nas proximidades da cidade, mas Quito mesmo está em um vale rodeado de montanhas. Para percorrer as ruas da capital é bom tomar pelo menos um dia de caminhadas leves para se aclimatar, pois a altitude média é de 2.800 metros acima do nível do mar.

QUITO, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2014 | 02h07

Comece a desbravar Quito pelo centro, que conserva construções centenárias. A maioria da população que vive e frequenta o pedaço é descendente de indígenas, mas o que marca a paisagem são prédios coloniais, igrejas e catedrais, além da estátua de La Virgen, no alto de um morro conhecido como Panecillo. Referência, oferece uma ótima vista da cidade - mas vá de taxi, para evitar as escadarias perigosas do entorno.

Entre as construções católicas, a mais impressionante é a Basílica Del Voto Nacional, na Rua Venezuela, edifício neogótico de fachada meticulosamente trabalhada. Outros pontos de interesse para quem aprecia arquitetura religiosa hispânica, todos razoavelmente próximos, são a Igreja de São Francisco, que também abriga uma exposição de obras religiosas; a Catedral e a Iglesia de la Compañia de Jesus, conhecida pelas imagens folheadas a ouro e peças de madeira entalhada.

Eis que surge a Praça de Armas, ou Praça da Independência, no coração da cidade. Bem em frente fica o Palácio de Carondelet, sede do governo federal, que pode ser visitado em tours guiados, gratuitamente, com direito a foto no jardim como lembrança.

Na área central também há alguns museus, com destaque para o Camilo Egas, cujo acervo exibe obras do pintor equatoriano que dá nome ao lugar e trabalhos de arte contemporânea. Nas imediações fica o Museu de Arte Colonial, majoritariamente religioso, com obras dos séculos 16 ao 20.

Gringolândia. Partindo para o lado mais novo de Quito, o principal bairro é Mariscal, apelidado de "gringolândia", onde há muitos hotéis, bares, e claro, turistas. No entorno fica o agradável Parque El Ejido e, bem ao lado, o Museu Nacional do Banco Central (Avenida 6 de Diciembre com 12 de Octubre).

Se for visitar um único museu no país, este é o lugar, com acervo gigantesco que conta a história dos povos que habitaram a região onde hoje é o Equador. Perto dali, o Observatório Astronômico ocupa uma simpática construção de 1873. Conta com museu e diversos instrumentos antigos de observação das estrelas.

Outro parque que merece uma visita é o Guangüiltagua, na zona leste, com nada menos que 557 hectares, o que equivale a três vezes e meia o Ibirapuera. Tem áreas para crianças e adultos, incluindo trilhas de mountain bike e muito verde. Ao sul do parque fica o museu Capilla del Hombre, concebido pelo artista Oswaldo Guayasamín, com obras que buscam retratar a dor, a ira, a ternura e os sonhos do ser humano. No local ainda há um sítio arqueológico com tumbas pré-incaicas descobertas em 1999. / P.S.

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