Filipe Araújo/AE
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Com que money eu vou?

Na hora de viajar, bate a dúvida: dinheiro vivo, cartão, câmbio? Veja prós e contras de cada operação

Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2009 | 02h36

Vai viajar para o exterior? Quer saber o melhor meio de pagamento lá fora? Pois pode sair daqui com uma certeza: não há modalidade perfeita. Todas têm seus furos. Fazer câmbio significa, necessariamente, perder um pouquinho. A ideia é perder o menos possível.

DÓLAR, EURO, LIBRA

Pró. Levando moeda forte, você não corre o risco de perder dinheiro com uma desvalorização do real durante a viagem.

Contras. A compra é feita na cotação turismo, que costuma ser pelo menos 5% mais alta que o câmbio comercial (comprar no paralelo pode ser mais caro ainda). Caso viaje para lugares em que a moeda não seja corrente (dólar no Marrocos, euro na Hungria), vai viver as mesmas dúvidas a cada troca: será que não consigo uma cotação melhor? Será que estão me enganando na comissão? Sem falar na insegurança de andar com dinheiro vivo.

REAL

Só vale mesmo na Argentina (e no Uruguai). É preciso saber onde fazer o câmbio; consulte o site www.DolarHoy.com. O Banco Nación do aeroporto de Buenos Aires (aberto 24 horas, 365 dias) costuma ter uma cotação razoável. As corretoras de rua no centro da cidade só oferecem um câmbio decente durante o expediente bancário.

TRAVELLER CHECKS

Prós. Se você perder ou for roubado, pode recuperar o valor não usado. Não há risco de desvalorização e os cheques são válidos para a próxima.

Contras. A compra é na cotação turismo. Fora dos Estados Unidos é difícil fazer pagamentos com os travellers; você vai perder tempo para achar o posto de troca sem comissão.

SAQUES NO EXTERIOR

Prós. A conversão é feita por uma cotação muito próxima ao câmbio comercial. Caixas automáticos são muito mais numerosos do que casas de câmbio e não fecham nunca.

Contras. Há taxas (por operação) e limites de saque (por operação e por período) que variam de banco para banco, de conta para conta e de rede para rede. E sempre existe a chance de o cartão não funcionar.

CARTÃO DE CRÉDITO

Prós. Visa, MasterCard e Diners convertem os gastos a uma taxa próxima à do câmbio comercial; a diferença compensa o IOF de 2,38%. Se o cartão render milhas, suas compras revertem em viagem.

Contra. Caso o real se desvalorize entre o momento da compra e o vencimento da fatura, você perde dinheiro.

VISA TRAVEL MONEY

Prós. É a versão moderna dos travellers. Você carrega em dólar ou euro, faz saques na moeda local e compras em estabelecimentos que aceitem Visa. O saldo pode ser recarregado por internet banking.

Contras. A cotação usada é a do dólar turismo. Os saques têm taxas e limites baixos por operação.

MINHA RECEITA

O melhor é diversificar. Leve um pouco de moeda forte para os primeiros gastos (e para mostrar na imigração). Use o cartão do banco para fazer saques e o cartão de crédito para pagar contas. O Visa Travel Money é um plano B espetacular caso seus cartões deem problema. Leve um com pouco saldo e recarregue em emergências.

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