Thomas Peter/Reuters
Thomas Peter/Reuters

Comer

Que tal ver a necessidade de economizar pelo lado bom? Trata-se de uma bela oportunidade para variar o estilo de se alimentar. Quem sabe descobrir o prazer de um piquenique ou de cozinhar sua própria refeição com ingredientes tão diferentes. 

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

04 Agosto 2015 | 00h00

O primeiro passo é investir tempo e apetite no café da manhã. É a refeição mais em conta do dia, seja incluído na diária, preparada no imóvel alugado ou comprado em estabelecimentos aonde vão os moradores (atenção: se a diária não inclui o café, o hotel se torna automaticamente o lugar mais caro para tomá-lo). 

E fica combinado assim: duas refeições completas em restaurante está fora de cogitação, ok? A seguir, veja as alternativas.

ALMOÇO OU JANTAR

O almoço é a escolha certa para os dias em que você quiser ir a um restaurante famoso ou conhecer o trabalho de um chef específico sem gastar em um dia só o dinheiro da comida da viagem toda. Nesse horário, os pratos principais e menus a preços fixos em três ou quatro passos podem custar até um quarto do valor que você pagaria à noite. Opte pelo jantar em restaurante em dias de fartura de comidinhas de rua, visitas a cafés e mercados de produtores, piqueniques no parque. 

ONDE BELISCAR

Crie o hábito de frequentar o comércio local de comida. No supermercado você encontra ingredientes típicos da cidade e país que está visitando, saladas e sanduíches em porções para levar, e mais biscoitos, chocolates, salgadinhos... Em Praga, há ótimas cervejas por 1 euro e porções de frios por 2,50 euros nos supermercados da rede Tesco. Berlim tem os imperdíveis estandes de salsichas Curry 36. Em Paris, procure as redes EXKY e Daily Monop, onde uma refeição completa custa de 10 a 12 euros. Em Barcelona, até o ultraturístico Mercado La Boquería serve porções de frutas cortadas a preços módicos. 

Nas cidades americanas, com especial destaque para Nova York e Miami, caminhões de comida se espalham, com porções fartas e preços a partir dos US$ 5. Cartagena, na Colômbia, é lotada de ambulantes que vendem arepas (pãozinho de milho branco) quentinhas recheadas de queijo a US$ 1.

AFASTE-SE DOS PONTOS TURÍSTICOS

O café na praça principal daquela histórica cidade europeia pode até ser uma graça, mas vai cobrar caro pela localização privilegiada – e, em geral, não vai servir comida à altura. Saia pelos arredores antes de sentar na primeira mesa charmosinha que se exibir para você. Peça dicas de restaurantes a moradores e ao pessoal do hotel – e dê preferência aos palpites dos primeiros.

USE A TECNOLOGIA

Seu smartphone não serve apenas para encher o Instagram dos amigos com fotos da comida que você está comendo: use-o também para filtrar restaurantes pelo preço e procurar descontos. O Open Table (para iOS e Android) conta com 32 mil restaurantes em 20 países e inclui filtro por faixa de preço. No brasileiro Grubster (iOS e Android), você reserva 573 restaurantes em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Campinas e Porto Alegre e ganha desconto de 30% no valor final da conta. 

PEGADINHA WEEK

As weeks (semanas) gastronômicas e seus menus a preço fixo no almoço e no jantar se espalharam pelo Brasil e pelos Estados Unidos, nem sempre com o nome de Restaurant Week (a de Miami, por exemplo, que acaba de começar e vai até 30 de setembro, é chamada de Spice). Para se jogar nelas sem gastar demais, adote algumas estratégias: faça reserva (para garantir a mesa e os pratos promocionais), evite o couvert (costuma ser caro) e atenção ao preço das bebidas (inclusive da água). Os mesmos conselhos valem para os festivais gastronômicos que estão pelo mundo todo. 

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