Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

Como chegar à Ilha de Marajó

É preciso voar até Belém e buscar uma das opções de barco para fazer a travessia; confira

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2019 | 04h40

ANTES DE IR 

Aéreo

É preciso voar a Belém (3h30 a partir de São Paulo). Preços desde R$ 846 na Azul, R$ 744 na Latam e R$ 923 na Gol.

 

Marítimo

De Belém cruze a Baía do Guajará até Marajó. A forma mais prática é com a lancha Expresso Golfinho, que sai do Terminal Hidroviário de Belém (91-98895-6563) de segunda a sábado, às 8h15, com retorno às 5h30. O trajeto leva 2 horas, com paradas em Soure e Salvaterra. Confortável, tem ar condicionado e espaço para malas. A passagem custa R$ 48 por trecho, e pode ser comprada no próprio terminal.

Há ainda o catamarã, com a Banav. São vários horários por dia entre Belém e o Porto de Camará, em Salvaterra (2h; R$ 35). De lá, gasta-se mais 1 hora até o centro.

Com agência em Soure, a Edgar Transporte reserva lugar no barco e faz o traslado de van entre a pousada e Camará (ou o caminho inverso) – custa, em média, R$ 50. Foi nossa opção de volta: a viagem é mais longa (cerca de 4h), mas valeu pelo tempo extra em Marajó. De carro, há balsa no porto de Itacoaraci, a 1 hora de Belém. Quem opera é a Henvil (automóveis desde R$ 20).

Na ilha

Tudo é feito a pé, de mototáxi (desde R$ 5) e táxi (a partir de R$ 15). Em Soure, taxistas como Júnior (91-98533-4081) andam com uma tabela que indica o custo médio da viagem para uma atração. O mais vantajoso, porém, é fechar pacote com todos os passeios: o taxista dá desconto e fica à sua disposição – no caso do Júnior, ainda ajuda no que precisar e oferece gelinho (chamado de “chope” no Pará) feito por sua mulher. Na entrada de Salvaterra, há uma lousa com os nomes e números dos taxistas.

De Soure a Salvaterra, há balsas de hora em hora (grátis para pedestres). Mas pela praticidade, a maioria usa rabetas (R$ 3 o trecho) ou botes (R$ 5).

Onde ficar

Soure 

Na capital do Marajó, escolhemos um lugar mais distante do centro e perto da natureza: a Paracauary Ecopousada, do simpático casal Seu Lima e Dona Maria Helena. Na beira do Rio Paracauari, tem redes, jardim amplo, piscina, bar e um deque onde tomamos café da manhã e, no fim de tarde, tivemos vista privilegiada do pôr do sol (na capa desta edição). Sem Wi-Fi. Diárias desde R$ 250 o casal.

De estilo parecido, o Casarão Amazônia é uma construção colonial do século 19 com piscina e Wi-Fi: diárias desde R$ 254. 

Ficar no centro tem a vantagem de gastar menos com deslocamento. Uma das pousadas mais conhecidas é O Canto do Francês, a partir de R$ 190.

Salvaterra 

A Pousada dos Guarás é das mais sofisticadas: conta com piscina de frente para a praia, spa, quadra e passeios de búfalo. Desde R$ 257 o casal. 

Já a Pousada Boto tem área de lazer, acesso a cadeirantes e local para acampar. Desde R$ 110 o casal. 

 

O que levar

Na mala 

Inclua, além dos itens tradicionais de praia, mochila de passeio e tênis ou bota confortável (que possa sujar) para o dia nas fazendas. Protetor solar e repelente são indispensáveis e, se você tem náuseas em barcos, leve seu remédio. 

Dinheiro

Marajó não tem caixas eletrônicos, só há um Banco do Brasil em Soure e muitos lugares não aceitam cartão. Saque dinheiro em Belém. 

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