Como levar a mala em avião e trem pela Europa

Limitação nas empresas low cost é maior; já nos vagões não há normas

Camila Anauate, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2008 | 03h12

Planejar uma temporada de férias na Europa requer antecedência, pesquisa e muita, mas muita comparação, principalmente no quesito transporte. Com uma inigualável rede ferroviária e inúmeras companhias aéreas de baixo custo, as chamadas low cost, low fare, é difícil saber qual a maneira mais vantajosa de viajar. Antes de decidir, o turista precisa levar em conta os destinos, o tempo de viagem e os prós (e contras) de cada opção, além de um item fundamental: a bagagem. Quem vai rodar pelo Velho Continente deve redobrar a atenção com o peso da mala. As empresas low fare, que não têm primeira classe nem serviço de bordo, cruzam o continente cobrando tarifas superatrativas, mas limitando demais o transporte de bagagens - as companhias ainda cobram 10 (R$ 30), em média, para que cada mala seja despachada.Na semana passada, a Easy Jet, por exemplo, vendia por a partir de 34,49 (R$ 105) o trecho entre Paris e Londres, com taxas incluídas, exceto a da bagagem ( 9 ou R$ 27). O preço é atraente, mas vale lembrar que a empresa só permite ao passageiro carregar 20 quilos de mala. Para cada quilinho a mais existe uma taxa de aproximadamente 10 (R$ 30).A Vueling, outra empresa low fare de destaque, também limita em 20 quilos o peso total das malas que serão despachadas. Já a Ryanair é ainda mais exigente: os passageiros podem carregar até três peças, mas o peso total não deve ultrapassar 15 quilos. Para cada quilo em excesso, é cobrada uma taxa de 15 (R$ 45). SOBRE TRILHOSNo quesito bagagem, os trens europeus levam vantagem. Regra geral, não há limite de peso para viajar. O limite, na verdade, é aquilo que o próprio passageiro consegue carregar, uma vez que não há serviço de despache - as malas são colocadas em espaços estreitos sobre os assentos e em compartimentos especiais no fim de cada vagão. Apenas nos trens de alta velocidade, como o Eurostar e o TGV francês, há restrições. Os passageiros podem levar duas peças grandes (não há especificações sobre o peso), além de uma mala de mão."A política de bagagem dos trens é vantajosa em relação à das companhias aéreas, que têm políticas restritas de bagagem", defende a representante da Rail Europe na América Latina, María Corinaldesi. Entre outras vantagens sobre trilhos estão a antecedência do embarque (basta chegar 10 minutos antes da partida) e a localização central das estações de trem. Em tempo: aquele trecho entre Paris e Londres custa a partir de 40 (R$ 120) na Eurostar. TENTAÇÕES ''HERMANAS''Argentina e Chile prometem ser destinos preferenciais nas férias, por causa do vaivém do dólar. Só tome cuidado com os vilões da bagagem nos países: alfajores e vinho. Ninguém consegue ir a Buenos Aires e não trazer delícias da Havanna. A caixa com 12 alfajores pesa 600 gramas, mas quem se contenta com uma? A lógica é a mesma para os vinhos chilenos. Ou você consegue sair de Santiago sem uma garrafa? Vale lembrar: cada uma pesa cerca de 800 gramas.

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