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Como o Global Entry Visa pode mudar a entrada nos Estados Unidos

Tire suas dúvidas sobre a medida que pretende facilitar o acesso a brasileiros a partir de 2016 e que pode ser um novo passo rumo ao fim da exigência de visto

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2015 | 16h59

Ainda não será o fim do visto americano, mas já é mais um passo nesta direção. Foi anunciada na última terça-feira (30) pelos presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama a inclusão do Brasil na lista dos países cujos cidadãos poderão usufruir do chamado Global Entry Visa para entrada nos Estados Unidos. O procedimento, que não dispensa os viajantes de visto, mas facilita o processo de entrada, deve passar a vigorar para os brasileiros já no primeiro semestre de 2016.

O acordo visa facilitar o trânsito de viajantes considerados “frequentes” ao desembarcar nos Estados Unidos. Mas, afinal, como funcionará o novo sistema? Para quem valerá? Veja abaixo respostas à principais dúvidas.

 

O que é o Global Entry Visa?

Uma espécie de “segundo visto”, que dispensa pegar filas e passar por um fiscal de imigração e suas perguntas intimidadoras. Para quem já possui visto, será preciso aplicar para o novo documento, que custará US$ 100 e será válido por cinco ano. Quem for tirar ou renovar o visto precisará pagar o mesmo valor para tentar obter o Global Entry Visa, além da taxa de US$ 160 pelo visto de turismo. Para isso, será necessário passar por uma outra entrevista – contudo, não se sabe ao certo como funcionará a implantação, se a entrevista e a emissão serão feitas nos consulados. Hoje já funciona para americanos e estrangeiros residentes nos Estados Unidos, além de cidadãos alemães, holandeses, panamenhos, sul-coreanos e mexicanos. Com a permissão, é possível entrar nos Estados Unidos usando quiosques automatizados já em operação em mais de 40 aeroportos, como John F. Kennedy, em Nova York, Miami e Los Angeles.  

 

Como funciona?

Os participantes do programa deverão prosseguir para as máquinas do Global Entry, próximas às cabines de imigração nos aeroportos. Ali, será preciso escanear o passaporte na página de leitura óptica ou o green card, o cartão de residência permanente. Além disso, é feita uma verificação da impressão digital e o preenchimento rápido de uma declaração aduaneira. A máquina emite um recibo da transação e orienta o viajante ruma à esteira de bagagens e à saída.

 

Quem poderá ter acesso?

Esse ainda é um tema bem subjetivo. Em um primeiro momento, o governo americano diz que será permitido apenas para “viajantes frequentes”. Porém, não está claro quem o governo norte-americano encaixa nesta categoria. Não se sabe se servirá principalmente a executivos ou se é aplicável a turistas que vão uma ou duas vezes por ano para os Estados Unidos. Em comum, todos têm que passar por um subjetivo critério de “baixa periculosidade”. Mas nem o Global Entry Visa garante uma entrada sem abordagem, pois o departamento de imigração pode parar os participantes do programa. Qualquer um que já tenha sido condenado por qualquer tipo de crime em seu país ou que tenha infringido as regras de imigração de qualquer outro país não podem sequer aplicar para obter o documento.

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