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Com cobranças por bagagem no centro do debate, formar uma mala mais organizada pode poupar muita dor de cabeça. Reprodução

Como ter uma bagagem com menos de 10 quilos?

Cobrança pelo transporte de bagagem já existe na Europa e nos Estados Unidos. E, agora que a briga esquentou no Brasil, independentemente do desfecho, vale a pena aprender a viajar leve

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h50

A briga vai longe. Na semana passada, a Anac aprovou a resolução 400/2016, que autoriza companhias aéreas a cobrarem pelo transporte de malas no porão do avião; no dia seguinte, o Senado (que tem prerrogativa para isso) derrubou a resolução. O tema vai ser analisado pela Câmara, o que pode ocorrer só em fevereiro. 

Mas, indefinição à parte, vale lembrar que o transporte das malas é cobrado em várias empresas, especialmente as de baixo custo da Europa e dos Estados Unidos. Só por isso já vale a pena aprender a viajar leve. A consultora de imagem e estilo Vanessa Rosario, que criou o serviço Easy Travel para ajudar clientes a fazer as malas, garante que uma bagagem de mão de 10 quilos – o limite a ser transportado dentro da cabine se a resolução da Anac vencer a disputa –, é suficiente para viajar por até duas semanas. “A maioria das pessoas leva muita coisa porque não pensa antes em como vai usar as roupas”, diz. Para Vanessa, é preciso “desapegar, aceitar que não se pode ter tudo”, e aprender a combinar as peças. 

A consultora, que ensina nesta página a fazer uma mala de até 10 quilos, dá uma última dica: “Nas fotos, é a parte de cima do corpo que chama mais atenção, então capriche nos acessórios”. Confira as oito dicas essenciais.

1. Estude o destino

Clima, perfil do destino, objetivo da viagem, compromissos confirmados, programas que você pretende fazer e a previsão do tempo (baixe o aplicativo The Weather Channel no celular) são as informações básicas para começar a pensar na mala. Assim você já elimina itens inúteis como sapatos de salto alto numa viagem a Paraty, onde as ruas de pedra inviabilizam o uso desse tipo de calçado. 

2. Coordene peças 

O segredo para fazer uma mala econômica e, ao mesmo tempo, que não deixa o viajante na mão, é escolher itens do guarda-roupa que possibilitem várias combinações entre si. Em média, cada parte de baixo (calça, bermuda, saia) deve combinar com pelo menos três partes de cima (camiseta, camisa, blusa). E essas três partes de cima devem combinar com as outras partes de baixo que você decidir levar.

3. Tecidos e peças selecionadas

Faça opção por tecidos leves e que não amassem com facilidade, como microfibra, tricô, jérsei, malha, seda e stretch. Para viagens a lugares frios, invista em peças térmicas, que são leves e quentinhas, para usar como segunda pele. Vale o mesmo para as meias: prefira as térmicas, que resolvem a questão, e evite carregar muitos pares para sobrepor. O casaco pesado também vai no corpo. 

4. Organização

Para Vanessa Rosario, o sistema de organização mais eficiente é separar os looks planejados em sacos organizadores. Use os cantos para acomodar sapatos e meias em rolinhos; as calcinhas (1 por dia e mais duas; vale também para cuecas) para apoiar o bojo dos sutiãs.

5. Sapatos

Leve no máximo três pares, de modelos e tons neutros e já usados. Sapato novo vai machucar os pés e provavelmente ficará encostado. No caso dos destinos de inverno, a bota mais pesada vai nos pés, para não ocupar espaço na mala – leve ainda um par de tênis e chinelos. No verão, a trinca é formada por tênis, sapatilha ou sandália e chinelos. Se for o caso, acrescente um par mais formal para eventos de trabalho. 

6. Beleza e higiene

Frascos com líquidos na bagagem de mão devem ter até 100 ml – recipiente maior apenas parcialmente preenchido também não passa pela fiscalização. Há kits de minifrascos vendidos em farmácias e lojas de cosméticos. Muitas marcas vendem miniaturas de xampu, condicionador e hidratante. Use nécessaires de plástico, mais leves, acomode tudo em saco transparente e apresente na hora de passar pelo raio-x. 

7. Foco nos acessórios

Aposte em acessórios para variar os looks. Lenços, colares, e brincos dão cara nova a uma camiseta que já foi usada antes. Para os homens viajando a trabalho, gravatas são fáceis de levar, ocupam pouco espaço na mala e têm efeito similar. 

Cinto vai enrolado e encaixado dentro do sapato. Quanto à bolsa, além da principal, que vai junto ao corpo no voo, leve apenas mais uma, para a noite. 

8. Fotografe os looks

Vista todos os looks ainda em casa, teste as combinações e fotografe tudo. Dá trabalho, mas ajuda na hora de se aprontar durante a viagem e para lembrar quais eram seus planos para uma peça específica. Experimentar todas as roupas que pretende levar tem ainda outra utilidade, a de garantir que você não engordou ou emagreceu desde que comprou aquele vestido ou blusa e não vai carregar peso morto. 

Outros pontos da nova resolução da Anac

Taxas de remarcação - A resolução da Anac tem vários outros pontos – apenas a cobrança pelo transporte das malas está sendo contestada, o resto vale. Nas passagens compradas a partir de 14 de março, taxas de remarcação e cancelamento não poderão ser maiores que o valor da própria passagem, mesmo que ela seja promocional.

Bagagem extraviada - A devolução de bagagem extraviada deverá ser feita em até 7 dias, no caso dos voos domésticos, e 21 dias, para voos internacionais. Atualmente o prazo é de 30 dias. Decorridos esses prazos, se não devolver a mala desaparecida, a empresa deverá fazer imediatamente o pagamento da indenização.

Overbooking - A indenização ao passageiro que não conseguir embarcar por overbooking passa a ser obrigatória, com pagamento imediato por transferência bancária, voucher ou dinheiro. O valor, calculado por um indexador do Banco Central, será de cerca de R$ 1.140 em voos nacionais, e R$ 2.285 para internacionais.

Compra e desistência - Sites de empresas aéreas e agências online terão de informar desde o primeiro momento da consulta o valor total a ser pago, incluindo taxas. Hoje, as buscas só informam o valor do bilhete. E o passageiro terá até 24 horas para desistir da compra, com devolução do valor integral, desde que falte ao menos 7 dias para o voo.

NO vídeo, veja mais dicas para fazer uma mala de inverno econômica

 

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Estude o destino

Entender o local para onde se vai viajar é uma das maneiras mais simples - e efetivas - de evitar sufocos com bagagem

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

Clima, perfil do destino, objetivo da viagem, compromissos confirmados, programas que você pretende fazer e a previsão do tempo (uma dica é ter o aplicativo The Weather Channel no celular, disponível para Android, iOS e Windows Phone) são as informações básicas para começar a pensar na mala. Assim você já elimina itens inúteis como sapatos de salto alto numa viagem a Paraty, onde as ruas de pedra inviabilizam o uso desse tipo de calçado. 

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Coordene as peças da sua mala

Planeje como harmonizar poucas peças em diferentes sequências

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

O segredo para fazer uma mala econômica e, ao mesmo tempo, que não deixa o viajante na mão é escolher itens do guarda-roupa que possibilitem várias combinações entre si. Em média, cada parte de baixo (calça, bermuda, saia) deve combinar com pelo menos três partes de cima (camiseta, camisa, blusa). E essas três partes de cima devem combinar com as outras partes de baixo que você decidir levar. 

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Pense com carinho nos tecidos

Em uma mala enxuta, os materiais de cada roupa serão um diferencial na balança

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

Faça opção por tecidos leves e que não amassem com facilidade, como microfibra, tricô, jérsei, malha, seda e stretch. Para viagens a lugares frios, invista em peças térmicas, que são leves e quentinhas, para usar como segunda pele. Vale o mesmo para as meias: prefira as térmicas, que resolvem a questão, e evite carregar muitos pares para sobrepor. O casaco pesado também vai no corpo. 

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Organize sua mala com carinho

Cada coisa no seu lugar é um mantra - antes e depois de adotar bagagens menores

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

Para Vanessa Rosario, o sistema de organização mais eficiente é separar os looks planejados em sacos organizadores. Use os cantos para acomodar sapatos e meias em rolinhos; as calcinhas (uma por dia e mais duas; vale também para cuecas) para apoiar o bojo dos sutiãs.

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Leve os sapatos de uma maneira racional

Sem sapatos novos; Em caso de calçados pesados, uma dica de ouro

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

Leve no máximo três pares, de modelos e tons neutros e já usados. Sapato novo vai machucar os pés e provavelmente ficará encostado. No caso dos destinos de inverno, a bota mais pesada vai nos pés, para não ocupar espaço na mala – leve ainda um par de tênis e chinelos. No verão, a trinca é formada por tênis, sapatilha ou sandália e chinelos. Se for o caso, acrescente um par mais formal para eventos de trabalho. 

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Para higiene e beleza, use das miniaturas

Frascos grandes tendem a ser um problema na hora do embarque

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

Frascos com líquidos na bagagem de mão devem ter até 100 ml – recipiente maior apenas parcialmente preenchido também não passa pela fiscalização. Há kits de minifrascos vendidos em farmácias e lojas de cosméticos. Muitas marcas vendem miniaturas de xampu, condicionador e hidratante. Use nécessaires de plástico, mais leves, acomode tudo em saco transparente e apresente na hora de passar pelo raio-x. 

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Foco nos acessórios

Pequenos, leves - e capazes de mudar todo o look num piscar de olhos

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

Aposte em acessórios para variar os looks. Lenços, colares, e brincos dão cara nova a uma camiseta que já foi usada antes. Para os homens viajando a trabalho, gravatas são fáceis de levar, ocupam pouco espaço na mala e têm efeito similar. Cinto vai enrolado e encaixado dentro do sapato. Quanto à bolsa, além da principal, que vai junto ao corpo no voo, leve apenas mais uma, para a noite.

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A Dica de Ouro:

Testar suas roupas ainda em casa é essencial para não errar na viagem

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2016 | 04h49

Vista todos os looks ainda em casa, teste as combinações e fotografe tudo. Dá trabalho, mas ajuda na hora de se aprontar durante a viagem e para lembrar quais eram seus planos para uma peça específica. Experimentar todas as roupas que pretende levar tem ainda outra utilidade, a de garantir que você não engordou ou emagreceu desde que comprou aquele vestido ou blusa e não vai carregar peso morto. 

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