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Comprar

O básico da economia no quesito compras você sabe – basta não comprar. Mas mesmo com a alta do dólar, ainda há vitrines com ofertas tentadoras (ou, simplesmente, peças irresistíveis). Por isso, tenha em mente que o melhor é não deixar dívida para o futuro: pague a fatura do cartão de crédito em dia. Só não esqueça que pode haver variação cambial (para mais ou para menos) no fechamento da fatura, além da incidência do IOF, de 6,38%, o que pode encarecer seus gastos. 

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

04 Agosto 2015 | 00h00

Planejamento, eis a palavra-chave: compre um pouco de dólar por mês e use o cartão com parcimônia. O próximo passo é escapar das armadilhas turísticas e buscar endereços com preços realistas. Nós ajudamos. 

PARIS

Lar das multimarcas Printemps e Galerias Lafayette, o Boulevard Haussmann é o mais democrático dos endereços comerciais de Paris, povoado de lojas com preços para vários bolsos. A nova coqueluche da cidade é a japonesa Uniqlo, com duas unidades, na Ópera e no Marais. “É tudo clássico, nada sazonal, sem modismos, e com bons tecidos. Está se tornando a queridinha da parisiense”, informa a brasileira Lina Hauteville, do site Conexão Paris, que mora há 32 anos na capital francesa. 

A cerca de 40 minutos do centro, o outlet One Nation é do mesmo grupo das Galerias Lafayette. Tem site em português, cerca de 90 lojas para comprar artigos de luxo descontados – como casacos Burberry pela metade do preço – e transfer de ida e volta a partir da Ópera por 19 euros. Por fim, o brechó favorito de Lina é o Kiliwatch. Enorme, bem organizado e variadíssimo, tem “casacos fabulosos”, ela diz. 

NOVA YORK

Ao encontrar – e comprar por US$ 29 – um exemplar da calça jeans Levi’s 501 exposto em uma vitrine feiosa na Canal Street, a avenida que faz a transição do Soho para Chinatown, esta repórter captou a essência das compras econômicas em Nova York. Basta se afastar alguns passos dos eixos mais concorridos que as pechinchas se multiplicam. 

 A superestimada Century 21 proporciona momentos estressantes nas unidades do World Trade Center (22 Cortlandt St.) e da Broadway (com a 66th St.). Requer paciência para suportar a bagunça interna e disposição para chegar na abertura das portas, antes das 8 horas, quando o caos é parcial e há mais chances de encontrar tamanhos e cores. Como alternativa, há uma unidade lá longe de Manhattan, em Bay Ridge, sul do Brooklyn, acessível pela linha R do metrô, sem outros turistas.

 Os flea markets, ou mercados de pulgas, são uma instituição nova-iorquina, com arte, artesanato e roupas a preços atraentes. Há uma boa lista deles, com dias e horários, em oesta.do/pulgas-market. Como guia de grifes em promoção, use o site Racked, que lista descontos e bazares. Quanto aos eletrônicos, lembre-se que nos Estados Unidos os impostos são estaduais. Se sua viagem incluir múltiplos destinos, pesquise o mais vantajoso.

MIAMI

A brasileira Paula Laffront é consultora de compras nos Estados Unidos e tem em Miami um dos seus destinos favoritos. No roteiro econômico da consultora, nada de outlets.

 

A Burlington é a maior entre as lojas de departamentos e a preferida de Paula, com artigos para bebê e bolsas de marcas cobiçadas como Valentino e Dolce&Gabbana. A Ross tem unidades espalhadas por toda a cidade. “São lojas gigantescas e você encontra até Prada, mas precisa ter sorte e paciência para garimpar”, diz. Se o interesse é por artigos para a casa, vá à Marshalls, que vende panelas Le Creuset desde US$ 20. Para marcas de luxo, siga para a TJ Maxx, em Miami Beach. 

LONDRES

“Costumo ir a Covent Garden, que tem quase as mesmas lojas da Regent Street e da Oxford Street, mas é mais calmo”, diz a jornalista brasileira Ana Gasston, que mora em Londres há 13 anos. A dica em um país de moeda tão valorizada em relação ao real é aproveitar os preços mais amigáveis das lojas de fast fashion, como H&M, Zara e Mango. “Na Mango de Oxford Street há um outlet no último andar”, conta. “Comprei duas saias e dois vestidos por menos de 40 libras.” A dinamarquesa Tiger é ótima para brinquedos, itens para a casa, papelaria e tranqueiras fofas e coloridas a preços baixos. Roupas e acessórios retrôs estão na Beyond Retro – pense em vestidinhos, saias mídi e macacões a partir de 30 libras. A TK Maxx tem coleções passadas de marcas variadas.

BUENOS AIRES

Morando em Buenos Aires há nove anos e criador do site Aires Buenos, com dicas para brasileiros, Túlio Bragança avisa logo que a Calle Florida, onde muitos turistas fazem compras, é má ideia. “Portenho mesmo raramente compra ali”, diz. E onde compram, então? “Os outlets da Villa Crespo são os preferidos para roupas e sapatos.”  Com perfil similar de produtos e preços, o Distrito Arcos é um shopping de outlets com perfil moderninho e lojas em contêineres. Fica na Calle Paraguay, 4.979, perto da estação Palermo do metrô. Para peças de couro, continue no bairro: há três quadras de casas especializadas na Calle Murilo. “São lojas paradas no tempo, até feias, mas com os preços mais baixos.” E se for pagar em dinheiro vivo, pechinche. O desconto pode chegar a 30%.

Se quiser mergulhar nas compras populares de Buenos Aires, rume para o Bairro Once, vários quarteirões que lembram a 25 de Março paulistana. Para algo mais artístico, a Galeria Patio del Liceo (Avenida Santa Fe, 2.729) tem quadros, livros, decoração. “E a Monoblock, única loja autorizada a vender produtos do cartunista Liniers.” 

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