Reprodução
Reprodução

Conheça detalhes sobre a bebê Haven, que nasceu durante um voo na Ásia

Parto foi prematuro e ocorreu em um voo entre Dubai e Manilla, nas Filipinas; família da recém-nascida ganhou milhas aéreas para usar por toda a vida

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2016 | 13h32

A bebê Haven, que nasceu no sábado, dia 14 de agosto, a bordo de um voo da companhia aérea filipina Cebu Air foi fruto de um parto prematuro – sua mãe estava com 32 semanas de gestação quando embarcou no voo entre Dubai e Manilla. Em geral, médicos recomendam que a viagem de avião seja evitada pelas gestantes a partir da 36ª semana de gravidez. 

A bebê ganhou de presente da companhia aérea 1 milhão de milhas do GetGo, o programa de pontos da empresa. As milhas concedidas em nome de Haven não têm prazo máximo de validade, poderão ser usadas por toda a vida e repassadas também aos pais da bebê. 

A história toda foi inicialmente relatada em uma rede social por Missy Berberabe Umandal, que estava no mesmo voo e publicou uma foto da mãe com a criança no colo. O parto foi feito pela tripulação, com ajuda de duas enfermeiras que estavam a bordo. Foi a primeira vez que uma criança nasceu em um voo da Cebu Air, segundo a empresa. 

“Estamos felizes que mãe e filha estejam bem e gostaríamos de parabenizar nossa tripulação por ter lidado com a situação com profissionalismo e eficiência. Também expressamos nossa sincera gratidão às duas enfermeiras voluntárias que ajudaram a assegurar o nascimento seguro da bebê”, disse Lance Gokongwi, presidente da companhia aérea. 

Depois do nascimento, que ocorreu cerca de 4 horas após a decolagem da aeronave, os pilotos pousaram em Hyderabad, na Índia, para garantir atendimento médico à mãe e à criança. 

A Cebu Air voa para 36 destinos nas Filipinas e 30 internacionais na Ásia, Austrália, Oriente Médio e Estados Unidos.  

Preparo. Tripulações de aeronaves recebem treinamento para atendimentos à saúde de emergência, inclusive partos, segundo a psicóloga e ex-comissária de bordo Rosana D'Orio Bohrer. Rosana atuou durante muitos anos no treinamento de equipes de bordo. “O preparo inclui informações sobre os procedimentos seguros de parto, como cortar o cordão umbilical”, diz Bohrer.

“A primeira coisa que a tripulação deve fazer é perguntar se há algum médico a bordo”, continua Rosana. “A avaliação é feita em conjunto com o piloto para decidir se o pouso deve ser feito o mais rápido possível ou se o avião prosseguirá ao seu destino final”, completa.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.