Eddie Keogh/Reuters
Eddie Keogh/Reuters

Conheça Windsor, a cidade onde Meghan Markle vai ser casar com o Príncipe Harry

A 35 quilômetros de Londres, localidade abriga a residência oficial da Rainha Elizabeth II e tem muitas atrações

Larissa Godoy, Especial para o Estado de S. Paulo

05 Dezembro 2017 | 04h55

Windsor, a cidade na Inglaterra que abrigará o casamento mais rumoroso de 2018, o do príncipe Harry com a atriz norte-americana Meghan Markle, parece cenário de conto de fadas. Seu castelo é o maior e mais antigo ainda em uso no mundo. Está tão perto das construções vizinhas que realeza e plebe convivem, e tudo é como se o tempo tivesse parado.

 

É na Capela de St. George, que fica dentro do Castelo de Windsor, que ocorrerá o casamento, em maio de 2018. Até lá, é esperado que o interesse pelo evento congestione a cidade de 150 mil habitantes e impulsione o turismo. Ao menos se o frisson em torno da cerimônia repetir 2011.

Na ocasião, o casamento do príncipe William, irmão mais velho de Harry, com Kate Middleton, na Abadia de Westminster, em Londres, atraiu mais de 30 milhões de turistas durante o ano, segundo dados do Office for National Statistics (ONS). Um aumento de 800 mil visitantes em relação a 2010 - 350 mil pessoas a mais só em abril, mês da cerimônia. O número de visitantes brasileiros cresceu 50%.

 

Para a economia, o interesse no casamento real daquela ocasião rendeu 17,8 bilhões de libras esterlinas, quase 79 bilhões de reais, um aumento de 5%. No dia da festa, Londres parou. Foi decretado feriado nacional e parte dos trajetos de metrô e ônibus tiveram sua circulação interrompida.

 

Mas Windsor vale a comoção? A resposta é sim. Localizada no condado de Berkshire, a 35 quilômetros de Londres, visitar a cidade é um interessante exercício de contemplação. Ainda mais para quem a conhece a partir da frenética capital; é impressionante ver a mudança de perfis no rápido trajeto.

 

Não precisa esperar o convite para a festa. Na verdade, evite a data. Sem programação divulgada, ainda não se sabe o que abre e fecha por causa do casamento. Mas se for, explore além do castelo, que é parada mais que obrigatória, mas não faz jus à totalidade da cidade. Não prometemos o felizes para sempre, mas garantimos uma pitadinha de fábula.

 

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Castelo de Windsor

O Castelo de Windsor  tem sido o lar da Família Real Britânica por mais de 1000 anos e é hoje a residência oficial da Rainha Elizabeth II, além de seu retiro de fim de semana preferido. Muitas áreas do complexo ficam abertas ao público durante o ano (confira os horários em bit.ly/horariosw), mas devido ao casamento, esperam-se mudanças no cronograma. Fique atento, as informações de visitação ainda não foram divulgadas.

 

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Os State Apartments, cômodos usados pela Rainha e pelos membros da família para receber visitas, são alguns dos destaques do passeio. A decoração com obras de artistas como Rembrandt e Canaletto é o ponto alto. A Capela de St. George, local onde será realizada a cerimônia de Harry e Meghan, aceita visitas de segunda a sábado. A construção é um dos melhores exemplos da arquitetura gótica na Inglaterra e guarda o túmulo de 10 monarcas ingleses, incluindo Henrique VIII, principal representante da Dinastia Tudor.

Outro destaque no tour é a casa de bonecas da Rainha Mary, uma réplica em miniatura perfeita de uma casa aristocrática. Não perca a cerimônia da troca da guarda. Em Windsor, o evento ocorre pela cidade e termina dentro do castelo. É preciso, portanto, adquirir ingressos (a partir de 20,50 libras esterlinas ou R$ 89,25, no site bit.ly/ingressosw) para acompanhar a parte interna. Veja os horários em bit.ly/guardaw; eles variam de acordo com o clima.

 

Trens de Londres com destino a Windsor partem das estações Paddington (linhas Bakerloo, Circle and District e Circle and Hammersmith & City do metrô) e Waterloo (linhas Bakerloo, Jubilee, Northern e Waterloo & City) e custam a partir de 10 libras esterlinas (R$ 43,55). Desça na estação Windsor & Eton Riverside, a mais próxima do castelo.

Para crianças

Vai a Windsor com crianças? O colorido mundo de peças de lego tem um parque temático inteiro (e dois hotéis, o The Legoland Castle Hotel e o The Legoland Resort Hotel) para chamar de seu, a pouco mais de 3 quilômetros do centro da cidade. Destinado à garotada entre 2 e 12 anos, as atividades não causam muito frio na barriga, mas entretém o público exigente. São mais de 55 atrações, entre passeios interativos, shows e brinquedos, divididas em 12 áreas temáticas.

No Lego Ninjago World, novidade deste ano, o destaque vai para o Ninjago The Ride, um ambiente fechado onde os participantes embarcam num carro e seguem para uma missão: golpear os pontos que vão surgindo na história vista em 4D. Na Adventure Land, com o Atlantis Submarine Voyage, a aventura é debaixo d’água em um passeio de submarino. Agora, se estiver atrás de emoções aéreas, a Balloon School, na Lego City, é a pedida. O brinquedo permite que os passageiros controlem balões de ar, aumentando e diminuindo a altitude do veículo.

 

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Visitação tem calendário com datas específicas, conferir cronograma em bit.ly/legolandw. Ingressos no site custam a partir de 30 libras esterlinas (R$ 130).

Rio Tâmisa

Não só caminhadas contemplativas fazem do Tâmisa uma atração. Em Windsor, os passeios de barco são uma opção para quem quer explorar mais o percurso do rio que corta a cidade. E tem viagens para todos os gostos.

Pela Fringilla Boat Trips and Services, dá para alugar (a partir de 195 libras esterlinas, bit.ly/fringillaw) pequenas embarcações para festas de até 12 pessoas. Vale celebrar o aniversário, o casamento e até impressionar o parceiro com um passeio romântico.

Já pela French Brothers Ltd, por 44 libras esterlinas (R$ 192, bit.ly/chabarco), dá para tomar chá da tarde completo a bordo de um barco a vapor. No John Logie Motorboats Windsor (bit.ly/johnbw), é possível alugar barcos a remo (22 libras esterlinas, a hora) e lanchas (44 libras esterlinas, a hora).

Parques e jardins

Os jardins são um capítulo à parte em Windsor. O da Frogmore House, antigo retiro da Família Real que hoje é utilizada para alguns eventos oficiais, foi projetado pela realeza. Quem o idealizou foi a Rainha Charlotte, em 1790. Mais tarde, adições foram incorporadas pelas Rainhas Victoria e Mary. Mas tem que ter sorte para o período da viagem bater com o cronograma de visitação do jardim, já que ele abre somente alguns dias do ano e as datas para 2018 ainda não foram divulgadas. São três opções de passeio, os guiados custam 30 libras esterlinas (R$ 130) por pessoa. Mais informações em bit.ly/frogmorevisitas.

Não deixe de visitar também o Grande Parque de Windsor (bit.ly/grandeparque). Cobrindo a extensão de 4800 acres (19,4 quilômetros quadrados), ele é dividido em quatro áreas principais, o The Valley Gardens, o The Savill Gardens, Virginia Waters e The Long Walk & Deer Park. Somente o The Savill Gardens tem taxa de entrada (10,50 libras esterlinas ou R$ 46,50). No Virginia Waters, o destaque é para as cascadas ornamentais, atração favorita entre os visitantes. A área mais icônica, no entanto, é o The Long Walk, trajeto arborizado com vista para o castelo de Windsor.

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