Daniel Akstein Batista/Estadão
Daniel Akstein Batista/Estadão

Contrastes de uma arquitetura singular

Quando a guia dinamarquesa questionou ao grupo de brasileiros qual era nossa primeira ideia sobre Copenhague, admito que pensei em duas coisas: belas loiras e chocolates. Mas preferi me calar (os chocolates, afinal, não têm tantas lojas na cidade quanto eu imaginava). Foi então que alguém deu a resposta que, provavelmente, a guia estava esperando: a arquitetura da cidade.

COPENHAGUE, O Estado de S.Paulo

19 Março 2013 | 02h13

De fato, as formas e traços de Copenhague são um assunto à parte. Pensando melhor, a resposta seria óbvia se fizéssemos uma associação imediata com o local de nosso jantar, o restaurante localizado no último andar do Bella Sky (bellaskycomwell.dk). O hotel de luxo impressiona por seu design arrojado e, lá do alto, uma vista privilegiada revela os contrastes de uma cidade que mescla construções seculares e projetos de design ambicioso.

Um dos exemplos dessa dualidade é a Biblioteca Real (kb.dk). Erguida em 1906, ganhou em 1999 uma extensão, o Diamante Negro. O nome não foi dado por acaso: o prédio é todo em granito negro. Além de belo, o local conta com uma constante programação de mostras e palestras.

Outro marco arquitetônico é a gigantesca Opera House, com cinco (dos seus 14) andares subterrâneos e capacidade para 1.400 espectadores. É possível fazer tours guiados pelo local - e até acompanhar algumas apresentações gratuitamente. Cheque o site kglteater.dk antes de ir.

Transporte. Apesar de contar com uma linha de metrô eficiente, o melhor jeito de conhecer a cidade é mesmo a pé. Ou, se preferir, faça como os dinamarqueses e explore tudo de bicicleta. Repleta de ciclovias, a capital é conhecida pela atmosfera bike friendly. Não faltam lojas que alugam magrelas mas, se preferir, é possível participar de um tour guiado. Entre as opções, a Copenhagen Tours (copenhagen-tours.dk) realiza seus passeios a partir de abril, com preços desde 100 coroas dinamarquesas (R$ 34).

Uma opção semelhante, mas que exige bem menos esforço é o tour de segway. Dura duas horas, com direito a um guia - que conta um pouco da história dos monumentos e prédios. Custa 495 coroas dinamarquesas (R$ 169) na Tours Cph (tourscph.com).

Você vai se divertir pilotando o veículo elétrico. E passará pelos ícones da cidade: o Diamante Negro, a Opera House, a estátua da Pequena Sereia, o Palácio Amalienborg (casa da família real)... Para encerrar, uma parada providencial em um dos charmosos cafés espalhados pela cidade. Nada melhor do que um chocolate quente para espantar o frio dinamarquês. /DANIEL AKSTEIN BATISTA

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