Corumbá, antes do Pantanal

Ofuscada, margem sul do Rio Paraguai quase nunca tem oportunidade de mostrar o seu melhor

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2009 | 02h14

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MUSEU - Acervo tem fósseis e material audiovisual mostrado em telões

Margem sul. Tudo o que a vista alcança do outro lado do rio pertence ao Pantanal. Diante de concorrência tão arrasadora, a margem sul do Rio Paraguai costuma ser encarada pelos visitantes como mero porto de chegada ou partida. Porta para um dos ecossistemas mais visitados no Brasil, Corumbá quase nunca tem oportunidade de mostrar o seu melhor.

Passo a passo. O porto da cidade é, de fato, a primeira parada para forasteiros. Tanto para ver o movimento dos barcos de pesca recreativa (e para sonhar com o momento do seu embarque) quanto para admirar os casarões históricos do século 19. Desde 1992, os prédios de dois e três andares com fachadas coloniais são tombados pelo Iphan. Aos poucos, uma hoje, outra daqui a vários meses, as construções viraram lojinhas e bares.

Museu pantaneiro. Em agosto do ano passado, essa área ganhou um candidato a estrela turística. Com acervo de fósseis, fragmentos arqueológicos e material audiovisual exibido em telões, o Museu de História do Pantanal (www.fundacaobarbosarodrigues.org.br) ocupa uma casa de 1876 e mostra, em exposições permanentes e temporárias, que se tornou um novo ponto de atenção na cidade.

Praça da igreja. A Praça da República é o marco zero de Corumbá, berço da cidade. Foi também praça de guerra, onde o exército da Tríplice Aliança (formada por Brasil, Argentina e Uruguai) retomou a cidade das mãos do Paraguai, em 1867.

Na praça fica a Igreja da Candelária, inaugurada apenas dez anos depois dessa batalha histórica. O brasão da coroa portuguesa, no altar, é o objeto mais fotografado do monumento.

Artesanato. Do artesanato que se faz na região, os melhores representantes são a Casa das Artes Izulina Xavier e a Casa do Massa-Barro. Pó de pedra, cimento e cerâmica são as especialidades. Opções para garantir lembrancinhas - já que, quando se embrenhar pelo Pantanal, a última coisa que você vai encontrar são endereços de compras.

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