Felipe Mortara/Estadão
Felipe Mortara/Estadão

Courchevel é um parque de diversões para iniciados

Aprendizado é investimento. Aulas de esqui ou de snowboard se enquadram nessa categoria: saber deslizar na neve se torna um patrimônio. É igual a andar de bicicleta, não se esquece. Algo que custou vários tombos, mas que estará contigo, passe quantos invernos longe da neve for. 

Felipe Mortara, Especial para O Estado de S. Paulo

29 Novembro 2016 | 04h30

Quando ocorre o reencontro, basta uma refrescada (entenda-se: alguns tombinhos) e o esquiador ou snowboarder adormecido desperta. Certa vez ouvi de uma amiga: “sabe qual a diferença entre um iniciante e um atleta de jogos de inverno? Uma semana”. Desconte o exagero, saiba que a autoconfiança volta logo.

Courchevel é um parque de diversões para quem já domina um pouco a arte de deslizar na neve e eu nunca fiquei tão feliz por ter aprendido o básico há alguns anos. Aqui, esquis e snowboard são meios de transporte e em todo lugar há cantinhos dedicados a “estacionar” os seus. Como se as pistas fossem estradas entre cidades e a gravidade, a força motriz.

Estar com alguém que conheça a estação, um instrutor ou mesmo um amigo, é de grande valia. Mas sozinho você não se perde. Por vezes, é preciso procurar pelas placas e não descer desavisado uma pista para a qual não se está preparado. O mínimo a fazer é decorar a ordem das cores, em alusão à dificuldade das pistas, que vão do verde ao preto, passando pelo azul e vermelho. 

A bordo de um vistoso snowboard cor de laranja alugado, me contentei em desbravar a linda pista verde de Bellecôte, que termina majestosamente no resort de Courchevel 1.850. Adorei as pistas azuis Praméruel e Pralong, essa última com uma vista incrível sobre o aeroporto, dando quase a sensação de que se pode decolar com a própria prancha.

Conhecida como “pista dos milionários”, Cospillot é estreita, envolta por um lindo bosque de pinheiros, hotéis e chalés elegantes. Por fim, minha maior ousadia foi embarcar no teleférico Vizelle e, a partir de 2.700 metros de altitude, desenhar linhas pouco arrojadas e temerosas pela pista vermelha Combe Saulire, até alcançar o ski-room do Hotel Annapurna, a 1.900 metros. Sim, mãe, sem nenhuma parte do corpo faltando.

Mais conteúdo sobre:
França

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.