Felipe Mortara/Estadão
Felipe Mortara/Estadão

Courchevel: onde comer

Se pernas e quadril dão duro durante o dia, outra musculatura costuma trabalhar bastante em Courchevel, especialmente à noite. Línguas se refestelam com a variedade culinária, que vai da gastronomia regional da Savoia, região onde fica Courchevel, aos toques internacionais dos restaurantes que carregam estrelas do Guia Michelin. 

Felipe Mortara, Especial para O Estado de S. Paulo

29 Novembro 2016 | 04h30

Pai e filho, os chefs René e Maxime Meilleur fazem jus ao nome e comandam a cozinha do La Bouitte (menus a partir de € 140), o único três-estrelas da região e o mais alto (1.500 metros) em toda a França nesta categoria. Os menus privilegiam a criatividade dos cozinheiros, que propõem apenas “surpresas”, após perguntar sobre eventuais restrições alimentares e preferências dos convidados. 

Endereço lendário nas montanhas de “Courch” (para os íntimos), o Le 1947 é a principal atração do Hotel Cheval Blanc por conta das mãos (e da fama, é verdade) de Yannick Alléno. O chef se dedica a pratos autorais preparados com perfeição obsessiva (menus harmonizados a partir de € 175). 

Outros dois destaques da constelação do sabor em Courchevel merecem a visita, mas por diferentes motivos. Em um ambiente tipicamente alpino, o Chabichou (menus a partir de € 190) leva à mesa uma cozinha clássica, respeitando tradições e colocando o sabor em primeiro lugar de uma maneira aparentemente simples. Mas as aparências enganam. 

Já o chef Pierre Gagnaire produz um mundo de combinações inexplicavelmente criativas (e caras, vale dizer) no Les Airelles (menus a partir de € 220). No menu Jardin Marin constam invenções como sopa aveludada de ostra com tinta de lula e carpaccio de peixe espada com gelatina de alcachofra tostada.

Dentro do badalado Hotel Le K2 (pronuncia-se “lê ká dê”), o Le Kintessence tem uma estrela, mas o (injustamente) sem-estrela Le Black Pyramid tem pratos sensacionais por preços mais razoáveis (desde € 25). Um exemplo é o le canard et le cochon, que mescla terrine de pato e foie gras com barriga de porco marinada, atingindo um resultado muito leve para o que é.

Menos glamouroso e mais afeito a uma comida com toque caseiro e com temperos da Savoia, o restaurante do Aman Le Mélezin serve pratos como o ótimo carré de cordeiro de Aveyron, que harmonizou bem com o excelente vinho branco de Chablis Domenic La Roche St. Martin 2014. A burrata no prato do vizinho de mesa tinha aparência magnífica. Para concluir a variedade de sabores à disposição, um mergulho na culinária japonesa no Le Koori, dentro do Hotel L’Apogée. Os sushis e o salmão grelhado ao molho de missô deixaram tantas saudades quanto a neve de Courchevel. 

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