Departamento de Turismo lhas Cayman/Divulgação
Departamento de Turismo lhas Cayman/Divulgação

Cozinha criativa e de sabor refinado nas Ilhas Cayman

Com frutos do mar da melhor qualidade, os mais de 200 restaurantes oferecem sabores ricos e complexos

Anna Carolina Papp, O Estado de S. Paulo

21 Fevereiro 2017 | 04h40

As Ilhas Cayman ostentam o título de capital gastronômica do Caribe. Não por acaso. Com frutos do mar da melhor qualidade e pratos que valorizam ingredientes locais e frescos, os mais de 200 restaurantes oferecem sabores ricos e complexos. A base é caribenha, mas sempre com uma pitada de outras cozinhas, como indiana, espanhola, italiana e argentina. 

Cada refeição é uma viagem de sabores – sempre com uma vista invejável, um bônus a qualquer cardápio. Aos indecisos, um jeito de não errar é pedir o catch of the day, a sugestão de peixe do dia, sempre o mais fresco. O gol de placa é garantido.

Comandado pelo chef indiano Vidyadhara Shetty, o restaurante Blue Cilantro, próximo à orla da Seven Mile Beach, serve frutos do mar com leve influência asiática. O bolo de caranguejo com molho de tamarindo e aioli de manga apimentada (CI$ 18 ou R$ 44) é dos deuses, bem como o ravióli de lagosta e queijo boursin, preparado com azeite trufado e molho de abóbora (CI$ 14 ou R$ 34).

Mas o carro-chefe da casa é o Asian Romantic Sea Food, uma seleção de lagosta, camarões, moluscos, mexilhões com arroz no caldo de coco (CI$ 39 ou R$ 96). O restaurante também oferece menu degustação com quatro pratos (CI$ 70 ou R$ 172), que podem ser harmonizados com vinho (CI$ 120 ou R$ 294).

Já o Cracked Conch não se destaca só pela comida, mas pelo ambiente: um deque de madeira sobre as rochas, de frente para o mar. O conch ceviche (CI$ 12; R$ 39) e o ravióli de costela com espuma de parmesão (CI$ 14; R$ 34), assim como o creme brulée de baunilha com torta de rum e calda de abacaxi, são (deliciosas) assinaturas da casa. Como prato principal, além do pargo com legumes (CI$ 32; R$ 100), vale provar o camarão picante ao alho (CI$ 32; R$ 76): o fettuccini com camarão ao alho e caviar de wasabi literalmente explode na boca. 

Estrelado. Quem busca mais requinte tem endereço certo: o restaurante Blue (do chef francês Eric Ripert, com três estrelas Michelin. Localizado no luxuoso Ritz-Carlton, conta com pratos à la carte ou menu degustação (CI$ 130; R$ 319). Também vale conhecer o Lobster Pot, que, como o próprio nome já diz, é o lugar ideal para se comer lagosta: no prato, em saladas, sopas e até acompanhando um bom bife.

Bem mais despojado é o Rum Point, ao norte de Grand Cayman. De frente para o píer e ao som de muito reggae, tem espreguiçadeiras e redes para relaxar depois de praticar snorkeling na orla da praia. Entradas a partir de CI$ 7 ou R$ 17 (peça a lula empanada), e os pratos, de CI$ 22 (R$ 54). Entre os drinques, destaque para o mudslide (CI$ 10; R$ 24), um clássico da ilha feito com vodca, Kahlua (licor à base de café) e sorvete de baunilha. 

Para uma experiência gastronômica ainda mais completa, planeje a viagem para janeiro. É nesse período que ocorrem dois grandes festivais gastronômicos na ilha, com chefs de renome mundial: o Cayman Cookout e o Taste of Cayman, tudo regado a muita música. Outro grande evento anual é o Pirates Week Festival, em novembro, que recorda as lendas de piratas com direito à boa música e, claro, comida caribenha.

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