Felipe Mortara/Estadão
Felipe Mortara/Estadão

Criatividade e tradição na gastronomia equatoriana

Conheça a comida típica do país e onde experimentar os melhores pratos

Felipe Mortara, Especial para O Estado

09 de abril de 2019 | 04h30

Porco, milho e batata têm protagonismo inegável à mesa equatoriana. Mas a culinária do país vai além. A complexidade do ceviche perfeito não pode ser ignorada. Nem a excentricidade do cuy, o porquinho-da-índia, servido assado. Tampouco dá para deixar de falar do frescor das frutas. Em suma, o paladar é atiçado no Equador. 

Poucos lugares podem dar tanta ideia do que é a oferta gastronômica no país quanto o Mercado Santa Clara, com suas barracas com carnes, legumes, aves vivas e frutas diversas, disponíveis para prova, como naranjillo, uvilla e tomate-de-árvore. É ali que os moradores fazem suas compras e degustam pratos típicos como o hornado, porco assado inteiro servido com salada, chips de banana e batatas fritas. 

Bem na Praça São Francisco, no centro, a Casa Gangotena é mais do que um dos principais hotéis de luxo da cidade. Em seu refinado restaurante, o chef Byron Rivera mescla sua vivência na França com mais de 20 anos em cidades equatorianas. Resultado: receitas clássicas do país com leitura moderna e apresentação elegante. Caso do locro quiteño, tradicional sopa de batatas com abacate e milho (US$ 10) e o ótimo ceviche de camarão (US$ 13,50). 

Apesar de bem avaliado no TripAdvisor e querido por moradores de Quito, o Restaurante Belle Époque, no Hotel Plaza Grande, não me impressionou. Questão de gosto: se você curte jantares com apresentações folclóricas pode achar interessante. No ambiente com decoração de estilo francês dos anos 1940, famoso por receber chefes de Estado, o garçom nos serviu a sobremesa vestido de cavaleiro cucurucho – vestimenta típica da Páscoa equatoriana.

Uma saborosa surpresa foi a degustação de chocolates na República del Cacao. Lançando mão do trabalho de 2 mil fazendeiros familiares por todo o país, a empresa produz o doce com porcentuais de 52 a 85% de cacau. Por US$ 5 você degusta vários tipos e decide o seu favorito antes de levar uma barra para casa. Não é barato (US$ 9,50), mas a qualidade é altíssima.

No mesmo nível estão as boas cervejas IPA e ale (US$ 4) produzidas pela La Oficina, bar e cervejaria artesanal no bairro boêmio de San Blas. Ocupa o espaço de um antigo cinema e é palco para shows de jazz. Outra casa charmosa, com pinturas e livros colados pelas paredes, é o La Estación. Peça a cerveja local Pilsener (US$ 3) ao som de música ao vivo. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.