Cuidado e preservação

Patagônia, Chile

O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2013 | 02h11

Com seus picos escarpados que perfuram o céu, o Parque Nacional Torres del Paine é o monumento principal, por assim dizer, da Patagônia chilena. Mas não é só por causa do impressionante maciço de granito que turistas vão até a região de acesso não tão simples assim. O estilo de vida dos estancieiros, os fazendeiros locais, é alvo de curiosidade.

Hóspedes do Tierra Patagonia (tierrapatagonia.com; diária desde US$ 1.500 por duas noites, com refeições, bebidas e passeios) podem participar de um dia típico em uma dessas fazendas. A Estância Cerro Guido, por exemplo, é o centro de onde são administrados 100 mil hectares de terra, 50 mil ovelhas e 2 mil cabeças de gado. Ali, os turistas são levados a cavalgar com os trabalhadores em meio a serras e vales da região. Dependendo da época do ano, participam da tosquia das ovelhas ou do processo de marcá-las para que não se confundam com animais de estâncias vizinhas. O almoço com churrasco está garantido.

Corumbau, Bahia

Será preciso acordar cedo. As saídas para pescar, com linha e arpão, nas águas da Reserva Extrativista Marinha de Corumbau, no sul da Bahia, ocorrem às 4h30 e 6h30, na companhia de pescadores da comunidade. Só eles têm autorização para pescar ali, por conhecerem em detalhes as necessidades de preservação de cada espécie.

O programa é vinculado à Pousada Fazenda São Francisco do Corumbau (corumbau.com.br; desde RS$ 1.400 a diária para duas pessoas) e custa entre R$ 350 a R$ 500 por barco, que acomoda até oito pessoas. A duração média da pescaria é de duas horas, com direito a causos. E a chance é de que, de tão animados, pescadores e turistas esqueçam da hora e fiquem por ali mais tempo.

Itacaré, Bahia

Criado em 2003 e dedicado à preservação ambiental e ao desenvolvimento da economia na região de Itacaré, o projeto Txai Social (txai.com.br; diária desde R$ 990 para duas pessoas) tem duas vertentes: a que acolhe e incentiva pequenos agricultores e a de preservação das tartarugas marinhas. O hóspede pode visitar os sítios, conhecer as plantações e ajudar na roça. Mas a atividade mais querida faz parte do Txaitaruga: qual criança resiste a levar de volta ao mar filhotes de tartaruga recém-saídos dos ovos que ficaram presos nos ninhos? Tudo monitorado por moradores que, treinados pelo programa com apoio do Projeto Tamar, viraram experts em tartarugas marinhas.

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