Da arte à guerra

Céu de brigadeiro

O Estado de S.Paulo

17 Junho 2014 | 02h08

Com suas grandes janelas numa construção triangular modernista, a recém-reformada National Gallery (nga.gov.au) é a primeira parada na abundante oferta de museus de Camberra. Junto com trípticos de Francis Bacon e obras de mestres australianos, a coleção Aboriginal and Torres Strait Islander é um arraso, à qual se chega por um corredor com raras pinturas em casca de árvore penduradas da Arnhem Land e salas contendo obras tradicionais e contemporâneas.

A entrada é grátis; já a saída passa por uma excelente loja de souvenirs e desce até uma pirâmide coberta de grama, sombreando uma lagoa turquesa. Within Without, de James Turrell, é uma paisagem celeste tipo Guerra nas Estrelas, igualmente propícia à meditação tanto durante o dia como à luz do crepúsculo. Deite-se no centro da cúpula de basalto e observe o céu e as nuvens deslizando nas alturas.

Ilustres (des)conhecidos

Caminhe ao longo dos gramados bucólicos da National Portrait Gallery (portrait.gov.au) e faça uma refeição leve na lanchonete à beira do lago. As salas frescas da galeria exibem uma coleção rotativa de pinturas e fotos de australianos mundialmente famosos - e outros nem tanto -, de Cate Blanchett ou a atleta olímpica indígena Cathy Freeman até o crítico de arte Robert Hughes.

Campo de batalha

Uma cúpula de arenito em estilo bizantino se ergue no centro de um jardim: eis o Australian War Memorial (awm.gov.au). As galerias narram a história militar do país, desde os controversos tempos coloniais até a Guerra dos Bôeres. Pergunte pelos shows de som e luz - um deles, dirigido por Peter Jackson, em torno de relíquias de batalha como um submarino japonês usado no ataque frustrado contra o Porto de Sydney durante a 2ª Guerra Mundial.

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