Da disputada Bariloche à Terra do Fogo

Da famosa estação de Bariloche à distante Terra do Fogo, a Argentina tem centros que explicam pela infraestrutura por que são cheias de brasileiros.

ARYANE CARARO, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2013 | 02h14

Cerro Catedral. A queridinha dos brasileiros. A 19 quilômetros de Bariloche, é também a mais antiga na Argentina, com quase 70 anos, e a que tem mais cara de família, com infraestrutura e atrações até para quem não está nem aí para esquis.

Quadriciclo de neve, caminhada com raquetes, descida de boia, trenós, comprinhas no shopping... Se preferir, pode só admirar do alto o Lago Nahuel Huapi, degustar a culinária da Patagônia ou se aquecer com um vinho num dos 19 restaurantes.

Neste ano, as pistas foram alargadas e as áreas para esqui e snowboard, ampliadas. Medida justa, uma vez que a estação recebe 250 mil visitantes por temporada. Além disso, os sensores nos meios de elevação foram trocados para garantir mais agilidade. E quem já conhece Bariloche de outros invernos pode aprimorar suas manobras no reformulado Terrain Park. De resto, é só caprichar no perdón para abrir caminho na multidão.

Las Leñas. A estação completa 30 anos com novidades. Uma das mais divertidas (para a família toda) é o Parque Aventura, com pista de snow tubing para descidas de boia. Os radicais talvez prefiram a pista Bumps.

E, como aniversário precisa de comida, o refúgio Eros está de cara nova. Os brasileiros, que representam 95% dos estrangeiros, estão convidados - ano passado, foram 1.800. Em 2013, Las Leñas espera receber 2.500 de nós. E chegar lá está fácil, com voo fretado direto para Malargüe, a 70 quilômetros.

Cerro Bayo. A uma hora de Bariloche, a estação pouco lembra a vizinha famosa. Mais intimista, toma para si o título de esqui-butique. Tem serviços como a alta gastronomia do Point 180°, restaurante de Martín Zorreguieta (irmão da rainha da Holanda, Máxima Zorreguieta) e facilidades como notebooks com Wi-Fi, guias de montanha e bebidas. Aos pés da estação, fica a simpática Villa la Angostura, às margens do Lago Nahuel Huapi. E, ao fundo, a Cordilheira dos Andes.

Nesta temporada, o centro aumentou sua área esquiável de 280 para 460 hectares, graças à inauguração do teleférico Cumbre, que leva seis pessoas por vez até o ponto mais alto da montanha, a 1.805 metros. Mas até quem não sabe esquiar tem uma vantagem: as pistas para iniciantes ficam a 1.500 metros de altitude, e não na base. À noite, o centro brinda os turistas com um espetáculo com tochas e manobras de esquiadores.

Cerro Castor. O fato de estar na Terra do Fogo garante à estação neve sempre fofa, uma das melhores da Argentina. Mas será difícil ficar apenas esquiando. É que Ushuaia, a "cidade do fim do mundo", fica praticamente do lado - e tem uma série de atrativos, como navegação no Canal de Beagle ou o Trem do Fim do Mundo. Sem falar nas lojinhas livres de impostos para comprar e comprar. O que mais você quer das férias? Ah, sim, esquiar. Pois Cerro Castor, apesar de não ser grande como Catedral, cumpre bem seu papel - tanto que será sede oficial do campeonato Interski 2015. Para isso, investiu em infraestrutura, como o meio de elevação quádruplo Del Rio, mais uma pista e um novo prédio com bar, butique e auditório.

Chapelco. Olhando para o alto, você avista o imponente vulcão Lanín. Para baixo, o lago de águas azuis Lácar, que margeia a cidade de San Martín de los Andes, a 20 quilômetros. Mas você está em Chapelco e, provavelmente, só desfrutará dessas vistas enquanto se recupera, com uma xícara de chocolate quente nas mãos, para a próxima investida de esqui montanha abaixo. A estação é a terceira maior da Argentina em número de pistas e investiu em tecnologia para esta temporada. Além de aplicativo para iPad, vende passes pelo site e instalou mais câmeras para que os frequentadores tenham imagens das pistas em tempo real.

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