Da torre, Rapunzel joga as tranças em Trendelburg

 Algumas casinhas perdidas num vilarejo isolado. De repente, uma torre alta, uma ponte estreita e uma portinha baixa. A trança está ali, com um laço na ponta. Não há dúvidas: só pode ser a torre de Rapunzel.

Adriana Moreira/Estadão,

06 Agosto 2013 | 12h13

O Castelo de Trendelburg (burg-hotel-trendelburg.com) tem aproximadamente 700 anos, mas foi em 1949 que se transformou em um hotel estiloso, com uma decoração repleta de antiguidades, como explica o diretor do complexo, Michael Schumacher (não, não se trata do campeão de Fórmula 1).

Ao todo, são 12 quartos, com decoração clássica e romântica, que inclui camas com dossel e poltronas floridas. Um deles esconde uma curiosidade dentro do guarda-roupa: em uma das portas, um armário comum. Na outra está o banheiro. Obra de alguma fada (ou bruxa)?

As diárias começam em  155 o casal, com café, mas mesmo quem não quiser se hospedar pode fazer uma visita às áreas comuns. A torre da Rapunzel – que já serviu de calabouço para os malfeitores e de caixa d’água para o vilarejo – visitas de hora em hora, a  3. São 133 degraus para chegar ao alto da torre, de onde se tem uma bela panorâmica.

De fevereiro a novembro, sempre aos domingos, às 15 horas, ocorre uma apresentação gratuita, na qual a princesa joga as tranças para o público. E você pode aproveitar para um almoço ou chá da tarde acompanhado de deliciosos bolos alemães e uma incrível vista do vale no restaurante. Além do ambiente lindamente decorado, o cardápio é encantador, com pratos como o Carpaccio Rapunzel ou o Camarão da Pequena Sereia.

Adaptado para menores.

Na primeira versão de Rapunzel escrita pelos Grimm, a história da princesa isolada em uma alta torre não é assim tão inocente. Depois de receber seguidas visitas do príncipe, ela reclama que está engordando. A bruxa então percebe que mais alguém está usando as tranças para subir à torre - a gordura de Rapunzel é um sintoma de gravidez. Os Grimm modificaram este e outros contos ao longo das sete edições que publicaram para deixá-los mais leves. As mães malvadas, por exemplo, viraram madrastas.

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