Da vacina ao seguro, o que você precisa para viajar com tranquilidade

Da vacina ao seguro, o que você precisa para viajar com tranquilidade

Prevenir é melhor que remediar, diz o ditado - por isso, confira as recomendações antes de cair na estrada

Adriana Moreira e Marcel Hartmann, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2017 | 21h44

Em 2009, foi o vírus H1N1. No ano passado, zika e chikungunya. Este ano, é a febre amarela que tem preocupado os viajantes. O fato é que, independentemente da doença da temporada, sempre haverá algum risco envolvido em viagens: você pode pegar uma gripe forte, comer um alimento que seu estômago não aprove ou até ter uma inesperada dor de dente. “Tudo depende de para onde você vai. Cada destino tem uma lista de recomendações”, diz Jessé Reis Alves, coordenador do Ambulatório de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo.

Prevenir é melhor que remediar, diz o ditado. Por isso, reunimos algumas dicas de saúde para você embarcar mais tranquilo em sua próxima viagem. 

1- Vacinas

Ao programar sua viagem, entre em contato com o Ambulatório dos Viajantes do Hospital das Clínicas (11-2661-6392), que oferece orientação gratuita sobre as vacinas necessárias para seu destino. A contra a febre amarela, por exemplo, é exigida em alguns países – o site da Anvisa tem uma lista de países e suas respectivas recomendações. No Brasil, os casos da doença estão concentrados, em sua maioria, na região leste de Minas Gerais e no Vale do Mucuri. O risco maior é em áreas rurais. “Se você for ao interior de Minas Gerais, por exemplo, é bom se vacinar com pelo menos 10 dias de antecedência”, alerta Ricardo Pereira Igreja, professor de medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e médico infectologista do Centro de Informação em Saúde para Viajantes (Cives), no Rio.

Vale lembrar que, no caso das viagens ao exterior, é preciso levar o Certificado Internacional de Vacinação. No Estado de São Paulo, você pode conferir quais postos emitem o certificado aqui.

2- Seguro

Vacina em dia, a próxima etapa do planejamento é contratar um seguro-viagem. Alguns cartões de crédito oferecem benefícios para seus clientes – certifique-se com seu banco. Há seguros específicos para diferentes tipos de viajantes: para quem curte esportes radicais (incluindo esqui); para quem vai estudar; para quem quer uma opção mais básica e baratinha; para crianças ou idosos; para quem vai para os países do Tratado de Schenegen, na Europa (nesse caso, a apólice precisa ter a cobertura mínima de 30 mil euros). 

Caso você precise usar o seguro (toc, toc, toc na madeira), as empresas costumam disponibilizar um número, com atendimento em português, que orientará o paciente sobre o hospital conveniado mais próximo. Em caso de emergência, pode haver reembolso. Informe-se das regras antes de contratar o plano. E lembre-se: sem seguro, você pode ter de pagar pelas despesas médicas, que podem ser exorbitantes em países como os Estados Unidos. 

3 - Check-list

Não custa nada fazer um check-up antes de viajar, especialmente no caso de viagens mais longas. Se você faz uso de remédios contínuos, peça ao seu médico uma receita em inglês. Ela vai ser importante tanto na imigração, caso o agente implique com a quantidade de remédios transportada, quanto se você, por alguma razão, tiver de tomar uma dose extra de seu medicamento no destino. Jamais despache toda sua medicação – leve algumas doses extras com você para o caso de o voo atrasar ou de algum outro imprevisto. Fizemos um guia completo para transportar remédios em viagens aqui. 

4- No local

Álcool gel é sempre um aliado do viajante. Em caso de viagens para áreas com risco de dengue, zika e chikungunya, não esqueça o repelente. Em regiões com saneamento básico precário, não beba água da torneira nem use gelo: prefira tomar bebidas engarrafadas de marcas conhecidas.

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