Dali em diante, só céu e mar

Cabo da Roca, no Parque Natural de Sintra, é o último pedacinho de terra firme a oeste do continente europeu

Camila Anauate / SINTRA, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2010 | 01h33

O vento sopra forte. Bate no rosto, levanta o cabelo. Gela. Mas você continua ali, na ponta do pé, debruçado sobre o Atlântico. Abismado: mais um passo e adeus, Europa. Aquela pontinha da encosta, a 140 metros de altura, é o último pedaço de terra firme do Velho Continente. O resto é só céu e mar.

Uma paisagem tão simples e tão bela, capaz de hipnotizar os seus, os de Camões, os olhos de todos que por ali passaram. Tanto que o poeta português descreveu o Cabo da Roca em Os Lusíadas: "Onde a terra se acaba e o mar começa." Bem dali, àquela época, quantos não sonharam com o futuro promissor nas terras do além-mar?

Exatamente a 38º47" de latitude norte e a 9º30" de longitude oeste, o Cabo da Roca é o ponto mais ocidental do continente. Fica no Parque Natural de Sintra-Cascais e é uma parada obrigatória para quem vem das montanhas de Sintra rumo a Lisboa. Uma dica: chegue para o pôr do sol. E mais nenhum comentário.

Além de um altíssimo padrão de pedra com uma lápide, que certifica a façanha de se estar em um dos extremos da Europa, o lugar também guarda vestígios do forte do século 17 e um farol que até hoje orienta navegantes.

Por ali. Aproveite a viagem para conhecer pontos incríveis pelo caminho. Antes ou depois de o sol se pôr, vá ao Moinho D. Quixote (moinhodquixote.com), nem que seja para um café. Sobre uma falésia, ele virou restaurante, com música, boa comida e uma vista de matar.

Algumas curvas à frente está a Boca do Inferno, um buraco encravado na encosta, cercado de rochedos e cavernas, que foram moldados pela fúria das águas.

Já de noite, voltando para a capital do país, pare para jantar em Cascais. O porto com seus barcos iluminados, as lojas e os restaurantes do centrinho chique fazem a atmosfera requintada, mas com clima de praia.

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