Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

De buggy, com vento no rosto

Deixe o carro alugado na garagem. Este passeio também é via terrestre, mas deve ser feito de buggy, com o vento no rosto. O tour conhecido como "de ponta a ponta" cruza as praias de Ipojuca, de Muro Alto ao Pontal de Maracaípe. Mas, ao contrário do que se pensa, o trajeto não passa pela orla, para proteger os ninhos de tartarugas marinhas espalhados pela areia.

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2012 | 02h12

Por isso, o ideal é combinar com o bugueiro o local das paradas. Muro Alto é o ponto de partida (e também pausa obrigatória). Os recifes que contornam a praia formam um lago de 3 quilômetros de extensão, com água transparente e de temperatura agradável. Apesar de tentador, não tente caminhar sobre os recifes: eles são escorregadios, como alertam as placas.

A primeira parada é a Praia do Cupê, bastante frequentada por moradores da região. Peça um drinque na barraca do Falcão, que vende piña coladas a R$ 15, e curta um pouco do visual. De Cupê até Porto de Galinhas, são quatro quilômetros de mar aberto, como dizem os moradores. Sem a proteção dos recifes, há correnteza e ondas fortes. Vale ao menos uma paradinha, nem que seja para a milésima foto de praia do dia.

Passando Porto de Galinhas, Maracaípe atrai surfistas de todo o País com ondas que chegam a 2,5 metros de altura. Por ser palco de competições, a praia conta com bares e restaurantes. Uma boa pedida para almoçar antes de seguir viagem é o João Restaurante, pé na areia com redes para descansar onde se comprova que o mar é ainda mais azul que a piscina (de concreto e cloro) do lugar.

O último trecho do passeio reserva atrações diferentes das vistas até então. Com o mesmo tipo de jangada que te leva às piscinas naturais, você navega pelo Rio Maracaípe, cruza os mangues e pode ver de perto um cavalo-marinho. Com cuidado, o jangadeiro coloca o bichinho no recipiente adequado para que você possa vê-lo de perto. Mas não se frustre se não conseguir identificá-los. Uma das armas de defesa deles é o mimetismo, como explica a bióloga Rachel Figueiredo, do Projeto Hippocampus.

De quebra, ainda dá para praticar stand-up paddle nas águas pacatas do mangue. Para quem não se animou em se juntar aos esportistas radicais de Maracaípe - além do surfe, ali é palco de kitesurfe, voo livre, mergulho e esqui aquático - pode tentar uma aventura sem tanta adrenalina.

Na verdade a adrenalina mesmo vem quando o instrutor Eduardo Fernandes garante: "É fácil, não tem como cair". Daí o receio de ser o único a não atender às expectativas. Mas posso garantir que remar sobre uma prancha larga não requer muita habilidade nem coordenação motora - eu, pelo menos, fiquei em pé. Não dá nem tempo de ter medo. Depois de três remadas sentado, para aprender como movimentar a prancha, Fernandes já te manda fazer o mesmo em pé. E é só posar para a foto. /A.P.G.

 

Carneiros, para um ou mais dias

 

Sim, dá para conhecer Carneiros em um passeio de um dia (de buggy, táxi ou mesmo nos catamarãs). Mas você pode usar a praia famosa como ponto de apoio antes de se instalar em Maragogi, já do lado alagoano.

 

Pela PE-060, siga até Tamandaré, onde se concentram pousadinhas e quiosques. Antes, porém, você atravessa a Reserva Biológica de Saltinho, em uma estradinha de paralelepípedos, fechada por árvores. Uma beleza.

 

Dominada por condomínios e propriedades privadas, é difícil encontrar onde estacionar o carro para chegar à área das piscinas naturais de Carneiros. A maioria das pessoas acaba sucumbindo a casas como o Bora Bora, que cobra entrada, mas oferece infraestrutura com espreguiçadeiras, chuveiros e um cardápio amplo.

 

O ideal é se programar para chegar ali cedinho, antes de os catamarãs desembarcarem hordas de turistas sobre as cada vez mais concorridas piscinas naturais. Se conseguir, você terá o privilégio de curtir uma linda vista e tirar quantas fotos quiser com os peixinhos. Também dá para fazer um passeio de lancha a partir do restaurante Tapera do Sabor, em Tamandaré, que passa pelas piscinas e pela Ilha do Coqueiro Solitário (R$ 30). Almoce no restaurante: o peixe da tapera (R$ 62) serve três pessoas e é uma delícia. /A.M.

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