Patrick Rodrigues/Divulgação
Patrick Rodrigues/Divulgação

De caneco na mão, na rota da cerveja

Festeje na Oktoberfest, em Blumenau, ou siga pela região para matar a sede nas fábricas artesanais da bebida

Marcela Spinosa, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2009 | 02h15

Ainda falta mais de um mês, mas Santa Catarina já prepara sua temporada anual de cultura alemã e canecas cheias. A Oktoberfest de Blumenau, a mais tradicional do País, ocorre entre 1º e 18 de outubro e deve receber 700 mil visitantes - foram 594 mil em 2008. Para atingir tal recorde de público, o evento deste ano promete uma programação mais diversificada, com um pé na Alemanha contemporânea e outro na cultura tradicional que caracteriza a festa da cerveja.

O desfile inaugural, os grupos de dança e música típicas e o concurso para escolher a rainha de 2010 continuam no calendário. Mas ganharam a companhia descolada de sete DJs alemães, que se apresentarão às quintas-feiras (8 e 15) e aos sábados (3, 10 e 17), no pavilhão 3.

Pelas ruas, além das manifestações folclóricas, ocorre a distribuição de chope todas as tardes - sem divulgação prévia dos endereços. Mas se você não quiser depender da sorte, o Parque Vila Germânica é o endereço certo para beber cerveja em grandes quantidades. Ali também ocorrem concursos tradicionais, como o que elege vencedor quem conseguir consumir em menos tempo uma tulipa com 1 litro de chope.

 

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Se deu vontade de ver (ou rever) tudo isso, saiba que é bom se apressar. Para o feriadão de 12 de outubro, por exemplo, os hotéis de Blumenau já estão com ocupação máxima - mas boa parte deles ainda tem vagas para os demais dias de festa. Confira a programação no http://www.oktoberfestblumenau.com.br/. Ingressos: R$ 5 ( segunda a quinta-feira) e R$ 15 (sextas, sábados e feriados).

MICROCERVEJARIAS

Mas a cerveja é um programa para o ano inteiro em Blumenau e nas demais cidades do Vale do Itajaí. Pela região se espalham 16 microcervejarias, que mantêm a tradição secular da bebida artesanal.

Blumenau, com três fábricas, é o ponto de partida dessa rota em busca das melhores tulipas. Lá também está o Museu da Cerveja (0--47-3326-6791), com máquinas do acervo da Cervejaria Feldmann, fundada em 1898 e extinta nos anos 1950. Histórias de Heinrich Hosang, cervejeiro pioneiro na região, também são contadas ali.

A Eisenbahn (0--47-3488- 7372; entrada a R$ 5 por pessoa), aberta em 2002, é a mais produtiva e sortida. Nove tipos de cerveja saem de seus tonéis, alguns pouco comuns nas mesas brasileiras. Caso da lust, refinada em vinícolas em um processo semelhante ao do champanhe, e do licor de cerveja.

O guia apresenta, uma a uma, as etapas da produção. O processo é explicado desde o momento de moer o malte até a distribuição das garrafas. No fim, já com sede, o visitante segue para o bar, onde pode ter o merecido descanso diante da sua caneca.

Na vizinha Pomerode (leia mais na página 5), conhecida pela forte cultura germânica - 85% dos moradores falam alemão, além do português -, siga para a Cervejaria Schornstein (0--47-3387-6655; entrada a R$ 5). A visita termina diante de uma bela caneca de chope e de pratos da culinária local como o hackepeter, carne crua moída com especiarias e azeite.

Quatro tipos de chope são produzidos no local. A empresa afirma seguir à risca a lei da pureza, instituída em 1516 e tida como verdadeiro dogma pelos aficionados por cerveja.

Trata-se da receita tornada lei pelo duque Guilherme IV, da Bavária, da qual constam como ingredientes da bebida tão somente água, malte e lúpulo. Produtos químicos e maltes de milho e arroz, por exemplo, não são aceitos.

Viagem a convite da Secretaria de Turismo de Pomerode e do Fazzenda Park Hotel

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