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De lojas de sal a drinques com serpente

Caminhar pelas ruas das principais cidades da província é a melhor maneira de descobrir as curiosidades de um cotidiano bem particular. E, claro, de garantir as lembrancinhas

06 Fevereiro 2012 | 21h00

A ilha de Okinawa é a principal do arquipélago de Ryu Kyu. Conheça, abaixo, um pouco das principais cidades.

Naha

A capital tem o principal aeroporto da ilha - um monotrilho, o Yuirail, faz a ligação com o centro da cidade em 15 minutos. Localizada ao sul da ilha, na região de Shimajiri, Naha abriga importantes marcos históricos. Por si só, é um polo turístico, com hotéis para todos os orçamentos.

Na avenida principal de Naha, a Kokusai Dôri - com exagero, alguns guias a comparam com a Broadway de Nova York -, estão lojas de departamento, como a Mitsukoshi (uma das maiores do Japão), restaurantes de comida internacional, japonesa e típica okinawana, além de lugares ideais para garantir seu souvenir.

Perpendicular a ela, a Heiwa Dôri abriga um variadíssimo centro de compras - o Machiguá -, cuja atração maior talvez esteja no fato de que nada ali é particularmente glamouroso. É onde os moradores fazem compras para seu dia a dia. Há carnes, peixes, frutos do mar, frutas e vegetais frescos. Sempre se encontrará o goyá, legume de aspecto estranho, com casca coberta de verrugas, muito amargo, mas parte essencial da culinária okinawana. Segundo afirmam, seria ele o responsável pela longevidade dos moradores da ilha.

Machiguá, imagine, tem até uma loja especializada em sal, com dezenas de sabores e granulações, para cada tipo de prato. Na fachada, em japonês, está o nome Mâsu-yá - ou, simplesmente, loja de sal. Pode-se provar todos eles. Difícil, para um leigo, é saber o que fazer com cada um.

Há também lembrancinhas, dessas que a gente costuma trazer para os amigos. Você pode optar por lojas elegantes, que vendem de confecções finas a corais por preços um tanto assustadores para bolsos não muito recheados. Ou, de todos os preços, peças de arte okinawana, quimonos, quinquilharias, pérolas, garrafas de formatos e tamanhos variados com a aguardente típica à base de arroz, a awamori (às vezes, com um exemplar inteiro de habu, uma serpente venenosa).

Okinawa City

Principal polo comercial e segunda maior cidade da província, fica na parte central da ilha, próxima à base aérea americana de Kadena. Por isso, tem um certo aspecto internacional - na verdade, sua expansão resultou da grande presença de estrangeiros na região. Trata-se de um dos poucos lugares de Okinawa - e do Japão - onde se pode resolver quase tudo falando inglês. Há mais produtos importados à venda aqui do que em qualquer outra parte da ilha.

Mas, ao lado desse caráter internacional, Okinawa City mantém as tradições. Os pratos clássicos da culinária local, como o goyá champuru (cozido de goyá e ovo) e o sôki-sobá (ensopado de macarrão de trigo sarraceno coberto com costelinhas de porco) são facilmente encontrados. O eisá, o ritmado cantar okinawano acompanhado dos taikôs (tambores), também é muito praticado.

Chatan

É outra cidade da ilha em que é possível circular, fazer compras e se divertir com certa facilidade usando apenas o inglês. A menos de 10 quilômetros a sudeste de Okinawa City, e também na área de influência da base aérea de Kadena, Chatan vem se tornando um importante polo turístico. Tem praias, mas, como em boa parte das demais em Okinawa, elas são estreitas, com áreas liberadas para banho muito limitadas, areia grossa e água fria.

Mas a cidade tem outros encantos. Seu pôr do sol é considerado um dos mais bonitos de Okinawa. Os praticantes de mergulho e de surfe adoram o local. E, para quem quiser um pouco dos Estados Unidos no extremo sul do Japão, há o bairro de Mihama, com cinemas, shopping, restaurantes e bares de estilo americano.

Nago

Principal cidade do norte da ilha, fica na região conhecida como Yanbaru, de clima subtropical, com muitas montanhas cobertas de verde. Assim como Chatan, é outra área de praias.

Nago ficou mundialmente conhecida no ano 2000, quando abrigou a reunião de cúpula do G-8 (chefes de governo das sete nações mais ricas do mundo, mais a Rússia). Os principais dirigentes internacionais ficaram no luxuoso Busena Terrace Beach Resort, a poucos quilômetros do centro, na costa oeste da ilha, com belíssima vista para o mar e para península de Motobu.

A menos de 3 quilômetros do centro da cidade fica uma das mais curiosas atrações de Okinawa, o Parque de Abacaxi de Nago. Os japoneses adoram o local - lotado de abacaxis, como indica o nome. Os turistas costumam tirar fotos ao lado da planta, que chamam de painappuru (maneira como pronunciam pineapple).

Abacaxi em Okinawa serve para muita coisa. Além de doces e sucos, há bebidas alcoólicas fermentadas e destiladas (de sabor um tanto estranho) e até sabão e cosméticos. Pode-se caminhar pelas plantações e lojas, e ir provando os produtos. Difícil é suportar a musiquinha-tema do parque, dessas que uma vez ouvidas não saem mais da cabeça - "painappuru, painappuru", repete a voz feminina, quase infantil.

Nago abriga também a fábrica da cerveja Orion, a preferida dos okinawanos - o grupo Begin, que se apresentou em São Paulo no início de novembro, compôs para ela uma música hoje muito popular. Pode-se visitar a fábrica, com direito a degustação. / JORGE J. OKUBARO

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