De sonho e de paz

O ritmo contagiante ditado por um povo carismático e hospitaleiro se mostra desde o local mais chato de qualquer viagem: a fila da imigração no aeroporto. Pouco importa que se trate de encenação para turista: em pouco tempo, os três músicos que executam a canção Bahama Mama, uma mistura de reggae e blues, conseguem colocar boa parte dos visitantes para dançar ali mesmo, à espera do carimbo das autoridades. "Bem vindo às Bahamas", saúda o policial, entrando no clima.

JONNE RORIZ , NASSAU, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2011 | 03h07

Desde junho, quando a Copa lançou um voo de São Paulo a Nassau, com conexão no Panamá, o visto americano deixou de ser necessário para brasileiros que querem chegar a este belo arquipélago caribenho. São 700 ilhas com praias de areias claras diante de um mar de águas transparentes e mornas.

Uma combinação que pode significar dias de muito descanso e mordomia, se você quiser. Ou se tornar sinônimo de passeios eletrizantes, como o mergulho com tubarões, que nadam livremente ao redor do grupo e se aproximam tanto que chegam a esbarrar no corpo dos turistas (leia na página 10).

Nassau, a capital, é o ponto de partida para descobrir as Bahamas. Hotéis e resorts ficam principalmente por lá - inclusive os mais românticos, onde são realizados casamentos durante o ano todo. Aliás, em qualquer passeio pelas ruas da cidade durante um fim de semana é possível ver noivas clássicas, com vestidos volumosos, que se deslocam em limusines e charretes.

Com os locais. A Bay Street é um dos principais endereços de compras na cidade. De souvenirs a badaladas grifes de moda americanas e europeias, de bebidas a charutos cubanos, há lojas diversas espalhadas entre joalherias que anunciam promoções a cada esquina.

Pela rua se chega ao Straw Market, que concentra o artesanato bahamense. Localizado diante do porto, o mercado está sempre cheio de passageiros dos navios de cruzeiros que fazem escala ali. Vale o aviso, portanto: cuidado com os preços. Mesmo produtos anunciados como ofertas podem sair por menos da metade do valor. Barganhar é a ordem. Para se ter uma ideia, porta-retratos e leques custam US$ 5 cada; bolsas, em média, US$ 20.

Há uma boa variedade de produtos confeccionados na hora pelos bahamenses - é comum muitas pessoas da mesma família trabalharem juntas. Irene Bolle, de 65 anos, vende suas criações no mercado há dez. "Fico orgulhosa de levar o meu trabalho para fora do país e fazer com que o turista sempre se lembre da ilha", diz, enquanto ensina a neta, Demetria, de 8, a fazer um porta-retratos com conchas.

No Forte Fincastle, ponto mais alto da cidade, você pode ouvir a história do país, que foi colônia da Inglaterra, e se deslumbrar com a vista panorâmica. Na feirinha do lado de fora, vale comprar e bater papo com os locais. Se preferir, siga para Fish Fry, região de bares e restaurantes frequentada por moradores, com preços mais em conta.

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