Degustações e lendas de alto teor alcoólico

Feito de uvas moscatel e com sabor algo similar ao da cachaça brasileira, o pisco é uma das principais atrações do Vale do Elqui.

PISCO ELQUI, O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2011 | 03h08

A primeira visita nos leva à destilaria Aba, em Fundo San Juan, em atividade desde 1921. O processo de destilação é o mesmo nas fábricas artesanais, com oito horas de duração, divididas em três fases: la cabeza, el corazón e la cola. Apenas a etapa intermediária é aproveitada, o que resulta em uma bebida sem metanol. Nos piscos de alta qualidade, apenas o etanol está presente.

Na hora da degustação, a primeira dose, bem pequena, é de uma variação com teor alcoólico tão forte que não é comercializado: 67 graus. O segundo gole tem 40 graus. E há ainda o mango sour, suave e adocicada bebida feita com pisco e manga.

Mais antiga. A destilaria Fundo Los Nichos (fundolosnichos.cl), de 1868, é a mais antiga produtora de pisco artesanal no país. Sai de lá o Gran Pisco Espiritu de Elqui.

Além das degustações, na destilaria você conhece lendas como a dos fundadores da bodega, que se reuniam lá para bebedeiras e bate-papos que chegavam a durar dias. Quando uma esposa furiosa ia procurar um dos boêmios, o grupo se escondia em um alçapão sob a mesa. O próprio povoado de Pisco Elqui é protagonista de uma história ímpar. Quando souberam que o Peru havia criado a bebida de uvas moscatel, alteraram o nome da vila, até então La Union. E ainda registraram antes o nome pisco. / T.Q.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.