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Deixemos a mãe descansar

Pais listam para onde eles gostam de ir sozinhos com as crianças - uma oportunidade de estreitarem laços enquanto a mãe descansa

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 07h00

Atento ao seu tempo, o Papa Francisco sabe que seu papel é maior do que o de líder de uma igreja específica – ele é uma personalidade pop de primeira grandeza, com alta capacidade de influenciar opiniões e comportamentos. Tudo o que faz e até o que não faz, do safanão impaciente na mão de uma fã chatonilda (real) à relação com o antecessor Bento (fictícia), vira notícia, fofoca, cinema – o longa Dois Papas já está disponível na Netflix. 

Então a gente que é mãe agradece quando o Papa Francisco diz aos seus 6,5 milhões de seguidores no Instagram que os pais devem se envolver ativamente nos cuidados com os filhos. O Papa postou em sua conta oficial a foto de um presépio que ganhou de presente, chamado “Deixemos a mãe descansar”. A miniatura mostra Maria dormindo enquanto seu marido, José, cuida do filho bebê do casal, Jesus Cristo. 

Menos de quatro meses atrás, eu mesma escrevi sobre o trabalho oculto das mães nas viagens. Assim, inspirada pela comoção de Sua Santidade, fui perguntar a alguns pais viajantes para onde eles iriam – ou já foram – sozinhos com os filhos, para deixar as mães descansarem. O resultado é a lista a seguir, com ideias de destinos e dicas práticas. Como temos conhecimento de causa, a lista começa com as sugestões do pai do meu próprio filho. 

Antônio, desenhista, pai de Bernardo, 9 anos.

“Sozinho com meu filho eu prefiro não ter de dirigir – de avião ou ônibus posso concentrar toda a minha atenção nele. Praia é uma opção divertida para nós dois, e preferimos as pequenas vilas. A gente ama a Ilha Grande, pelas trilhas, passeios de barco e a segurança de um lugar onde carros não chegam. João Pessoa também é uma escolha legal: uma cidade calma, fácil de entender, tem boa comida e preços acessíveis. Dá para ficar num hotel de frente para o mar sem gastar quantias estratosféricas.”

Diego, jornalista, pai de Felipe, 6 anos.

“Nós gostamos de ir sozinhos a parques de aventura como os que existem no interior de São Paulo. Felipe adora ir de carro, vendo as paisagens e fazendo paradas para comer pão de queijo e beber suco de uva. Nos parques, quanto mais alto o brinquedo, mais ele gosta – sempre diz que está com medo, mas nunca desiste. Depois cansa e aí a gente fica brincando na piscina. Gostamos muito da Estância Solazer, em Guararema.”

Rafael, professor, pai de Aurora, 2 anos, e Iolanda, 1 ano.

“Como as minhas filhas ainda são muito pequenas, estamos na fase dos destinos mais próximos e com boa infraestrutura para bebês. Resorts são a escolha prioritária neste momento. Também ando muito interessado em hotéis-fazenda – o Areia Que Canta, em Brotas, está no radar.”

Emerson, funcionário público, pai de Vinícius, 5 anos.

“Meu filho enjoa em longas viagens de carro. Juquehy, no litoral norte de São Paulo, está a uma distância razoável para ele e nós gostamos muito. É uma praia com clima mais família, faixa de areia gostosa para brincar e boas ondas para ensinar o Vinícius a surfar, algo que nós dois adoramos.”

Iuri, jornalista, pai de Artur, 10 anos.

“Eu e Artur sempre viajamos muito sozinhos. Quando ele morava distante de mim, em Porto Alegre, íamos para a Serra Gaúcha nos feriados – fizemos todo tipo de passeio em Gramado e Canela. Em 2019, fomos para a Amazônia e ele adorou. No ano anterior, voamos a Aracaju e pegamos um carro para ir até o Cânion do Xingó, comentando as mudanças na natureza. São muito bacanas esses momentos em que fazemos tudo juntos, só nós dois, nos ajudando e falando das coisas da vida. Uma conexão incrível.”

Max, cineasta, pai de Vítor, 8 anos, e Bia, 4 anos.

“Somos uma família que gosta de viajar para perto da natureza. Acabamos de voltar de uma semana no Cariri. Que lugar incrível! Tem natureza abundante, festas populares na rua, como o reisado, que as crianças adoraram. Longe do consumo e da urbanidade, com muita história, de dinossauros a cangaceiros, muita arte, comida boa. Ficamos baseados em Barbalha, que já é dentro do parque da Chapada do Araripe.”

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