Delícias ao sul

Fabiana Caso e Bruna Tiussu - O Estado de S. Paulo,

19 Abril 2011 | 07h00

Depois da trilha, as belezas da Lagoinha do Leste                  Foto: Santur/Divulgação

 

Mais preservado e rústico, o sul da ilha merece ser desbravado com calma. No caminho, você vai observar como a paisagem se transforma: de um lado, o mar; de outro, pastos, vilas de pescadores e uma natureza verdadeiramente exuberante. Com três quilômetros e meio, a praia do Campeche é uma das mais extensas. Era lá que costumava pousar o avião do escritor e aviador Antoine de Saint-Exupéry, conhecido na região como Zé Perri. Funcionário do correio aéreo, ele fazia escala na capital catarinense durante suas idas à Argentina por volta dos anos 1930. Sua obra mais famosa, O Pequeno Príncipe, parece flanar por toda parte: dá nome à avenida principal e a uma pousada.

 

Bem no início da praia fica o "riozinho", área de fato cortada por um rio que compete com a praia Mole e Jurerê como point da galera jovem e descolada. Surfistas e praticantes de kitesurfe seguem para lá, atrás dos bons ventos e das ondas grandes.

 

De todos os cantos da areia, a Ilha do Campeche complementa a panorâmica do mar aberto. Para curtir sua única praia com areia fina e extremamente clara, há que pegar o barco em Armação, bairro vizinho. Também é ali que começa a trilha (curta, de apenas de 10 minutos) até a praia do Matadeiro. Opção para quem quer relaxar em um ambiente paradisíaco e protegido do vento sul graças aos morros que a cercam.

 

Caminhar

Para usufruir da mais bela e isolada praia de toda a ilha é preciso ter fôlego e disposição de sobra. A Lagoinha do Leste pode ser alcançada pela trilha que sai do Pântano do Sul (pouco mais de uma hora de subidas e descidas) ou desde o caminho que começa no Matadeiro - mais leve, porém mais longo, de cerca de 2h30. A vegetação nativa domina os costões e, chegando lá, toda aquela porção de areia, mar verde e a lagoinha estarão à disposição dos poucos aventureiros que alcançam o destino.

 

Comer

Quem vai até Pântano do Sul tem uma parada obrigatória: o Bar do Arantes. Decorado com bilhetes de quem já passou por lá, serve os mais frescos peixes e a tradicional cachaça da casa.

 

Outro reduto gastronômico é o bairro Ribeirão da Ilha. O ambiente propício para a produção de ostras faz com que ali elas se desenvolvam em seis a oito meses - na França , por exemplo, o processo demora dois anos. O restaurante Ostradamus (ostradamus.com.br) é um dos mais disputados. Serve sequências com queijo brie, manga e maçã; flambada com conhaque, mel e gengibre; ou in natura. A dúzia custa R$ 40.

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