Sandra Regina Carvalho/Estadão
Sandra Regina Carvalho/Estadão

Dentro dos museus principais de Toronto

Cidade do Canadá tem pelo menos dois lugares onde as visitas deverão ser longas: a Art Gallery of Ontario e o Royal Ontario Museum

Sandra Regina Carvalho, O Estado de S. Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

Dois dos mais importantes museus do Canadá estão em Toronto. Prepare-se para visitas longas. 

Fundada em 1900, a Art Gallery of Ontario (AGO) tem hoje um acervo de 80 mil obras. Depois de dez anos de sua criação, foi transferida para uma mansão do século 19 doada por um historiador britânico na Dundas Street, onde está até hoje – mas com ampliações e reformas. Boa parte do prédio atual é criação de Frank Gehry, o arquiteto que transformou o museu Guggenheim, de Bilbao, em um ícone mais lembrado por sua arquitetura do que pelo acervo. 

Para ter a exata dimensão do projeto de Gehry, que é natural de Toronto, é preciso tomar distância. Dar a volta e observar o edifício pela parte de trás, onde uma parede de vidro e titânio azul sustenta uma escada espiralada, suspensa. Dentro há uma outra escada com design semelhante, mas de madeira. 

Várias obras importantes estão expostas na AGO. Retratos de Rembrandt, pinturas de Monet, Picasso, Van Gogh. Além de uma coleção de grandes obras de artistas canadenses. A loja do museu tem alguns dos brinquedos mais legais que você pode comprar em Toronto. São jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, livros e peças de armar inspirados nas obras expostas. O ingresso da  AGO custa 19,50 dólares canadenses (R$ 47).

O Royal Ontario Museum ou Museu Real de Ontário (ROM) é o maior do Canadá. Tem um acervo de arte e história natural que soma seis milhões de peças expostas em 40 galerias – a ala dos dinossauros é das mais interessantes. Foi fundado em 1914 e administrado pela Universidade de Toronto – à qual continua ligado – até 1968. 

Sua importância começa no edifício-sede, que passou por restaurações e ampliações ao longo de sua história. A última, em 2007, adicionou ao prédio original do começo do século 20 uma estrutura de metal e vidro que mudou a paisagem deste trecho da Bloor Street, com seu formato anguloso que avança sobre a calçada. Essa parte do museu foi batizada de Michael Lee-Chin Crystal.

Vivendo no Canadá, o magnata jamaicano doou US$ 30 milhões para o ROM, segundo ele, como retribuição ao muito que o país fez por sua família.

O projeto é assinado pelo arquiteto polonês naturalizado americano Daniel Libeskind, o mesmo que assina o One World Trade Center, prédio que foi construído no lugar das antigas Torres Gêmeas, em Nova York. O ROM recebe também eventos: este ano, entre abril e maio, abrigou o Hot Docs, maior festival de documentários do mundo. O Brasil foi representado por Divinas Divas, de Leandra Leal, e Estado de Exceção, de Jason O’Hara. O ingresso básico custa 20 dólares (R$ 48).

 

Sapatos. Perto do ROM, o Bata Shoe (14 dólares, R$ 34) é um museu dedicado à história dos sapatos. Aficionados devem reservar pelo menos duas horas para visitar o interior da grande caixa de sapatos, que é como o edifício se parece por fora. Dentro, ancestrais pré-históricos dos calçados e pares usados por autoridades políticas, estrelas da música, astros do cinema. 

Dá até para brincar. Em um canto há diversos tipos de sapatos e um espelho. Experimente todos e se aventure a dar alguns passos. Com alguns, garanto que será um desafio. 

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