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Paz. Cidade apagou os destroços da guerra Unesco|Divulgação

Paz. Cidade apagou os destroços da guerra Unesco|Divulgação

Depois da guerra, Le Havre brilha com a arte

Completamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial, cidade francesa da região da Normandia foi reconstruída às pressas e hoje encanta com arquitetura e gastronomia

Cristal da Rocha , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Paz. Cidade apagou os destroços da guerra Unesco|Divulgação

LE HAVRE - Quando a portuária Le Havre, na Normandia, surgiu como destino do Viagem, a primeira ideia foi enviar para lá alguém com conhecimento sobre a Segunda Guerra Mundial, já que a região foi palco das grandes batalhas históricas que resultaram na derrota do nazismo, entre elas o emblemático Dia D. Arquivista que dedicou boa parte da vida acadêmica a estudar o maior conflito bélico da história, eu esperava encontrar as memórias da guerra em todos os cantos. 

E elas estão lá: não em ruínas visíveis, mas sim nas novas linhas da reconstrução modernista feita após o fim do confronto. Apagar os destroços era uma necessidade imediata. Reerguer para seguir em frente. O que não esperava encontrar num cenário histórico de guerra era a paz. Além das praias que foram testemunhas da cidade sitiada pelos alemães, eu me deparei com o céu de Monet. O mesmo céu que viu os conflitos bélicos também foi a inspiração para os pintores impressionistas fazerem a sua revolução artística e pacífica. 

A apenas três horas de carro de Paris, Le Havre é um destino surpreendente, com muita arte e arquitetura e que pode ser desbravado a pé. A cidade foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, exigindo uma ampla reconstrução. A dificuldade para a entrada de material em Le Havre, em razão de seu porto ter sido destruído, fez com que Auguste Perret – arquiteto escolhido para reconstruir o centro histórico da cidade – utilizasse o material mais acessível que havia à disposição à época: o concreto. 

Le Havre foi reerguida às pressas pois era necessário entregar moradia aos milhares de desabrigados pela guerra. A coloração acinzentada do cimento e a economia de linhas de Perret trouxeram uma nova e moderna vida na cidade com tradições revisitadas e um novo jeito de viver a partir dos anos 1950. O cinza, que pode ser entendido e visto como frio, aqui traz consigo uma história de otimismo. 

Assim, Le Havre se coloca como um museu a céu aberto. Os passeios ao ar livre e pela orla da praia convidam a relaxar e esquecer que a cidade inteira já esteve sob bombardeios e escombros. Um lugar para conhecer mais sobre a história das vanguardas artísticas, divertir-se na praia, deliciar-se com os queijos normandos e todo tipo de produto feito com maçã e ver que os dias de horror da guerra ficaram para trás.  

O INÍCIO DA VIAGEM

A partir de Paris, a viagem de carro até Le Havre leva três horas. Quando chegamos, nos instalamos no hotel Vent d’Ouest, ao lado da Igreja Saint Joseph, um dos ícones da nova identidade visual da cidade e o primeiro ponto que iríamos visitar. A igreja faz parte do projeto de reconstrução de Auguste Perret para o centro histórico e impressiona pela suave relação que estabelece entre o cimento e os vitrais externos. 

Por fora, uma obra arquitetônica ao estilo modernista; por dentro, os pedacinhos de vidro vão formando desenhos geométricos por meio da iluminação externa. E a gente nem está esperando por isso, a surpresa das cores diante dos olhos. O cimento imponente do exterior e o efeito visual da sequência de cores no interior. As igrejas são sempre um ponto de diálogo com as tradições das cidades e essa fala muito sobre a história do desastre da guerra e o otimismo que veio com a reconstrução. 

Após a nossa visita, uma taça de vinho, escolhido pelo nome, La Vie en Rosé, um croque monsieur (sanduíche de presunto e queijo coberto com molho bechamel), o primeiro e o melhor que provei em toda a viagem, cortado em xadrez e dividido entre a mesa, e a versão francesa compartilhável da porção de batata frita nos dão tempo para descansar no bistrô Le Bout du Monde enquanto avistamos a praia em Saint Adresse.

É verão e o dia demora para anoitecer, então ainda é possível aproveitar a vista pro mar e o calçadão por bastante tempo. O que também é uma boa opção para quem viaja com crianças. Elas podem correr e se distrair ali por bastante tempo, sem a necessidade de inventar brincadeiras no quarto do hotel após o anoitecer. Vi muitos pequenos se divertindo com patinetes e os adultos com skate, além daqueles carrinhos mirabolantes que se parecem transformers para bebês e famílias, passeando sem pressa alguma. 

Comecei o segundo dia de viagem me apaixonando pelos queijos da região logo no café da manhã, além dos tipos feitos no norte da França, e o hotel ainda contava com um delicioso queijo fresco feito com leite de cabra, suave e cremoso. Claro, havia também os clássicos croissants e pain au chocolat, além de pães, geleias feitas na região e uma oferta de embutidos também produzidos por lá. Ali eu não iniciei apenas um romance gastronômico com os queijos, mas também me envolvi seriamente com o jus de pomme, o suco de maçã, bastante delicado e com um aroma único. Tentei provar o suco em quase todos os lugares que paramos para comer. 

A Normandia, fiquei sabendo, é uma região famosa por suas maçãs, portanto há uma oferta ampla de produtos com a fruta, entre eles as sidras, compotas e outros doces. Vale a pena ficar de olho na fruta. Vou te lembrar disso ao longo desta reportagem. 

Saiba mais

Como chegar

Não há voos diretos para Le Havre. A melhor opção é voar até Paris (passagens a partir de R$ 3 mil) e de lá alugar um carro (cerca de 25 euros por dia) ou ir de trem (20 euros, na primeira classe; 15 euros, na segunda classe). 

Roteiro

Para aproveitar melhor a experiência em Le Havre, concentre-se no centro histórico, área reconstruída e tombada pela Unesco em 2006. Dali, é possível visitar os principais pontos da cidade a pé. No verão, vale terminar o dia na praia.

*A REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA SECRETARIA DE TURISMO DE LE HAVRE-ÉTRETAT.

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A francesa Le Havre respira arte e arquitetura

A terra de Monet e de outros artistas do movimento impressionista também tem museus e complexos de inspiração modernista

Cristal da Rocha, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2019 | 08h50

Com 500 anos de história e berço do movimento impressionista, Le Havre respira arte e arquitetura. A seguir, três destinos obrigatórios em sua viagem. 

Museu de Arte Moderna André-Malraux (muma-lehavre.fr)

Le Havre reverencia muito sua relação com a arte e faz dela um ponto central, o que se percebe visitando o Museu de Arte Moderna André-Malraux. Dentro e fora do museu, a perspectiva da natureza nos leva a entender por que foi ali que muitos pintores dedicaram seu tempo a registrar o porto, os barcos, o pôr do sol e tantos transeuntes que, misturados às cores da natureza, apresentavam uma profusão de sentimentos em suas telas. 

Porém, o passeio não começa dentro de sua estrutura e sim do lado de fora, na orla da praia. Era por lá que Monet se inspirava para pintar. O movimento gerado pelo encontro do mar com o rio Sena criava uma nuance única, que os pintores impressionistas tentavam reproduzir em suas obras.

O impressionismo, enquanto vanguarda artística, tem seu surgimento atrelado à história de Le Havre com o quadro Impressão, nascer do sol de Monet, que originou inclusive o nome do movimento. No MuMa, está uma das maiores coleções de obras impressionistas do mundo e o prédio em si já é uma obra de arte por sua arquitetura arrojada. 

Além da exposição permanente, visitei a temporária dedicada a Raoul Dufy, artista nascido na cidade que transitou – com muita elegância, em minha opinião – por vários estilos na pintura. Os quadros de sua fase fauvista foram os que mais chamaram a minha atenção e fiquei pensando que passei pela mesma praia que ele registrou com suas pinceladas. 

Ao final da visita, me perdi entre os postais, uma incrível oferta deles, mas acabei escolhendo os que continham fotos da cidade totalmente devastada pela guerra. Pareciam fotos de um amplo campo cinza e sem vida, tão diferente do que havia visto. 

Le Volcan (levolcan.com)

O complexo projetado pelo arquiteto brasileiro é daquelas obras que têm sua assinatura clássica de linhas. O “vulcão” abriga teatro, biblioteca e espaço de convivência na parte interna e externa. 

Para quem viaja com crianças, Le Volcan é uma deliciosa opção, pois a biblioteca tem um amplo espaço com livros infantis que ficam dispostos na altura dos pequenos, dando a eles autonomia na escolha dos títulos, sob a supervisão dos responsáveis. Um belo jeito de incentivar o hábito a leitura. No entorno do Le Volcan, existem bistrôs para descansar e comer algo, além de um pequeno comércio local para você se distrair com algumas compras.

Apartamento Memória (lehavre.fr/agenda/appartement-temoin-perret)

Para ter uma experiência fora do ambiente formal dos museus, vale conhecer a revolução modernista promovida por Auguste Perret. E a melhor forma de compreender a mudança no cotidiano das pessoas é visitando o Appartement Temoin. Ele é um imóvel aberto aos turistas – mas é preciso agendar a visita – que mostra como os apartamentos foram entregues no pós-guerra para os moradores da cidade. 

O Appartement Temoin foi inaugurado em 2006, ano em que a parte histórica da cidade também foi tombada como patrimônio da Unesco, e a distribuição de objetos e mobília é muito próxima àquela dos anos 1950. 

 Mais do que um teto para se abrigarem e prosseguirem com suas vidas, as moradias trouxeram às famílias uma nova forma de se relacionar. Todos os cômodos eram ligados, de maneira que as pessoas não ficassem isoladas em nenhum espaço da casa. A cozinha deixou de ser um local reservado e distante e passou a “conversar” com a sala de estar. E nesse momento a mulher não está mais confinada a esse único aposento. Ela está mais presente na casa como um todo, uma pequena revolução do papel feminino na unidade familiar. Há um aproveitamento da luz natural com enormes janelas, fazendo com que a entrada da luz seja facilitada e atravesse os cômodos. 

E é lá que eu vou ter a experiência mais empolgante da relação que se estabelece entre a cidade e a guerra, ao pensar que todos precisaram, além de se adaptar, buscar suas raízes para seguir a vida depois dos anos de caos e violência advindos da guerra. 

O que mais surpreende é poder ver todos os objetos da casa – doados por antigos moradores – nos locais onde seus usos eram previstos, e não como nos museus, isolados de seus contextos.

Para os fãs das escolas artísticas, em especial a Bauhaus, fica o convite para o deleite, porque, além da história de resistência e reconstrução, a visita é um banho aos olhos com design, decoração e cores.

Onde ficamos

Vent d’Ouest (Le Havre) 

O hotel está em uma ótima localização, ao lado da igreja de Saint Joseph, ponto central para todos os passeios pela cidade. Os quartos são confortáveis e contam com uma divertida decoração com papel de parede de livros, como se fosse uma biblioteca. Para os dias de calor, deixar a janela da pequena sacada aberta pode ser uma boa para se refrescar, afinal a cultura do ar-condicionado não existe por lá. O café da manhã é servido em uma biblioteca e tem croissants, geleias e sucos. Lembre-se de experimentar os queijos, principalmente os frescos à base de leite de cabra.

Onde comer

Le Margote (Le Havre)

Para um momento gastronômico intimista, o Le Margote oferece um cardápio à base de produtos locais com aquele empratamento clássico e delicado. Vá na sugestão do chef com a opção de menu surpresa – entrada, prato e sobremesa decididos pelo chef e harmonizado com deliciosos vinhos da região.

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À mesa, Le Havre entrega bons queijos e frutos do mar

Cidade portuária da França se destaca pelo frescor dos peixes e por bebidas e sobremesas feitas com maçã, da qual a Normandia é região produtora

Cristal da Rocha, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2019 | 09h00

Em cidades portuárias como Le Havre, a gastronomia é pontuada pelo frescor dos peixes e frutos do mar, e na maioria dos restaurantes as opções são fartas, mas há outras surpresas a descobrir por aqui. 

Queijos

Entre tantas opções, vale ir atrás daqueles que são feitos na região, como camembert, livarot e pont-l’évêque. Por serem produzidos artesanalmente e à base de leite cru, você só irá conseguir prová-los na região. Caso você se apaixone perdidamente por algum queijo e queira levá-lo para casa a dica é comprá-lo muito perto de embarcar caso não disponha de geladeira na hospedagem. Compre um daqueles saquinhos de ervilhas congeladas para cobrir o queijo e mantê-lo gelado por mais tempo.

Elegância ou simplicidade? 

Prepare-se para fazer mais refeições ao ar livre que em restaurantes – para aproveitar melhor os sabores típicos da região e espairecer ocupando a cidade. Os mercados estão repletos de sabores locais e os espaços públicos são convidativos para lanches a céu aberto. No mercado, há queijos e embutidos vendidos em pequenas porções e será possível provar um pouco de tudo. Lembre-se de que a Normandia é uma região produtora de maçãs, portanto busque opções com a fruta. Se as sidras fazem o seu gosto – são diferentes das vendidas no Brasil – procure experimentar e não deixe em hipótese alguma de provar os sucos de maçã, aqueles vendidos em garrafinhas de vidro.

Les Halles Centrales (leshallescentrales-lehavre.fr)

O pequeno mercado possui charmosas bancas de produtos frescos que enchem os olhos de cores. Dá para se divertir observando os hábitos locais, como folhas de alface vendidas individualmente. Você vai encontrar em abundância todas aquelas frutas lindas que não vemos por aqui com facilidade, como mirtilos e groselhas. Você já viu uma groselha? O sabor da bebida açucarada e rosa que encontramos nas prateleiras do supermercado em nada tem a ver com a fruta, cuja aparência lembra pequenas uvas em tom rosa intenso, ou seria mais avermelhado?

Caramelos 

Durante a Segunda Guerra Mundial, os civis enviavam caramelos para os soldados e essa tradição se mantém até hoje por lá. Eles são vendidos em vários sabores, inclusive em versão com flor de sal. Há as versões em latas iguais às usadas durante a guerra e algumas têm, inclusive, a imagem do Dia D, quando os Aliados desembarcaram na Normandia. Em tempos de paz, são ótimos presentes para trazer de uma viagem.

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Étretat surpreende com falésias e belas vistas

A poucos minutos de Le Havre, na França, as falésias de Étretat estão entre os principais destinos turísticos da região da Normandia

Cristal da Rocha, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2019 | 09h00

O contraste entre beleza e o movimento do turismo fica por conta da pequena Étretat, cidade a menos de 30 km de Le Havre – algo em torno de 40 minutos de carro. É lá que você vai encontrar as falésias e a natureza vai te comover. É possível aproveitar a vista a partir de duas perspectivas: de frente pro mar ou aceitando o desafio e subindo as falésias. 

O caminho que nos leva para a praia e para as falésias é a parte mais agitada da viagem e, por onde passo, ouço tantos turistas falando que fica difícil identificar as nacionalidades. Com crianças a tiracolo e câmeras fotográficas penduradas ao pescoço, eles se espalham pelas inúmeras lojinhas de souvenirs e produtos feitos na região da Normandia, como biscoitos, compotas e conservas enlatadas de peixe. 

Fica difícil não se distrair com tantas portinhas e há uma enorme oferta de restaurantes com atendentes esperando ansiosos pra te receber. O divertido e entusiasmado movimento das pessoas nas estreitas ruas desemboca na praia e parece que entramos em uma outra cidade, onde todos contemplam a vista do dia ensolarado que está fazendo. O burburinho dá lugar ao som das gaivotas e ondas quebrando. 

A vista nos impressiona de tal forma que não parece que as falésias são formadas pelo desgaste entre o encontro do mar com as paredes rochosas. A impressão é de que elas se assemelham a obras de arte a céu aberto. As pessoas aproveitam a paisagem se distribuindo pelos bancos de frente pro mar, no calçadão Le Perrey e também descendo para ver de perto as ondas quebrando de mansinho.

A praia formada por pedras brancas se transforma em desafio na descida até a água – cuidado para não tropeçar – e diversão para as crianças que, entre brincadeiras, dão para as rochas novas interpretações e sentido. 

Subindo as falésias

O caminho vai exigir fisicamente de você, portanto esteja com um calçado confortável e, em dias de sol, leve chapéu, óculos de sol e protetor solar. E claro, água. Lá em cima não há nenhum tipo de comércio, o que não é exatamente ruim, já que ajuda a manter as falésias preservadas. Se for subir com tempo, leve uma cestinha de piquenique pra almoçar lá em cima enquanto descansa para retornar. 

A vista é de tirar o fôlego, mas a história da região foi o que mais me emocionou. Em meio àquele lugar lindo no qual o mar e o céu se mesclavam em tons de azul, eu avistei, escondido entre a vegetação, um pequeno bunker, dos tempos em que a região foi sitiada pelos alemães. Ninguém parecia se importar com aquela casinha abandonada, com vacas pastando por perto, mas foi ali meu primeiro contato com a guerra além dos livros, fotografias e filmes.

Mais uma vez, me surpreendi ao ver que a vida das pessoas precisou mesmo seguir e os restos das guerra ficaram para ilustrar o passado. Hoje, é um lugar de paz, onde vi, em meio ao movimento dos visitantes, uma porção de escoteiros descansando e fazendo lanche, em uma cena diferente do que a região viu durante a guerra em que havia tensão, medo e violência. 

Museu do Patrimônio relembra histórias da região

Lá em cima das falésias, avistei uma portinha que me chamou a atenção. Chegando ali, me deparei com o Le Musée du Patrimoine d’Étretat (Museu do Patrimônio de Étretat). Pequeno, ele abriga fotos e objetos que contam histórias da região, incluindo algumas do período em que Étretat esteve sob ocupação nazista.

O senhor Jean-Pierre Thomas, única pessoa no museu para atender, me recebe e eu pergunto sobre a Segunda Guerra, ao que ele me mostra algumas imagens e uma foto simpática repleta de crianças no dia da liberação da cidade. Aponta um rostinho sorridente: era o dele. 

Onde ficamos

Le Donjon (Étretat) 

Charmoso hotel com quartos temáticos e belo jardim com piscina conectando os espaços. Da entrada, você ainda conta com uma vista para as falésias e sua localização facilita o ir e vir da praia, que fica a 10 minutos de lá, a pé. O café da manhã é quase um brunch, pela quantidade de opções frias e quentes servidas, além de clássicos franceses como croissants, pain au chocolat e farta opção de embutidos e queijos. O suco é servido em uma pequena jarra de vidro individual, um charme.

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