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Depois da Olimpíada: o legado turístico para visitar em Tóquio

Mesmo sem público, Jogos Olímpicos projetaram a capital do Japão para o mundo. Conheça experiências para um futuro roteiro, quando for possível viajar para lá

Nathalia Molina, Especial para o Estadão

08 de agosto de 2021 | 05h00

O barco de formas futuristas Hotaluna leva até a região do Templo Sensoji, mais antigo santuário budista da capital do Japão. Tóquio permite essa rápida viagem entre o ontem e o amanhã, como mostraram imagens da cidade durante a Olimpíada 2020, que termina hoje. A pandemia impediu as viagens até lá. Mas a competição projetou o país em telas de todo o mundo, inspirando roteiros turísticos por vir.

Sede dos Jogos Olímpicos pela segunda vez – a outra foi em 1964 –, Tóquio se preparou para recepcionar os viajantes. Ainda em 2019, ano ao longo do qual o Japão recebeu 31,8 milhões de visitantes, atrações começaram a surgir na cidade. Contando com a promoção decorrente do evento esportivo realizado no país, a Japan National Tourism Organization (JNTO), responsável pela divulgação do destino, havia estabelecido como meta para 2030 receber 60 milhões de estrangeiros.

Eles terão muito o que ver e fazer na capital, de novidades a experiências que remetem à cultura japonesa. Por exemplo, aprender a fazer sushi ou desenhar no vidro colorido usando a técnica Edo kiriko, da época em que Tóquio ainda se chamava Edo, mesmo nome do castelo erguido naquele território em 1457. Pouco mais de 400 anos depois, foi rebatizada e virou a capital do Japão, no lugar de Kyoto, em 1868 – confira mais dicas de Tóquio.

A Olimpíada marca mais uma era de renovação, entre tantas da história japonesa, deixando um legado de novas atrações, acessibilidade em instalações turísticas e recém-abertos hotéis internacionais. Saiba o que pode valer numa próxima viagem a Tóquio:

Museu interativo sobre a Olimpíada

É a chance de ser um raio como o jamaicano Usain Bolt e fazer sua pose apontando o céu no fim da corrida. O Japan Olympic Museum (Museu Olímpico do Japão) tem atividades interativas para o visitante experimentar algumas modalidades, além de aprender sobre a filosofia e a história da Olimpíada, desde a criação na Grécia. Logo na entrada, um telão mostra momentos emocionantes das competições e uma área infantil propõe brincadeiras relacionadas aos Jogos.

Com monumentos, o jardim exibe os anéis olímpicos e esculturas (entre elas, uma da pira dos Jogos de Tóquio de 1964). O público não ficou ausente apenas na maior parte das arenas de competição. O museu também esteve fechado e retorna ao funcionamento na próxima terça, 10 de agosto. Entrada: 500 ienes (cerca de R$ 25).

Estádio Olímpico e arenas de skate

Após a visita ao novo museu, fãs dos Jogos podem conferir o Tokyo Olympic Stadium, localizado em frente. Projetado pelo renomado Kengo Kuma, arquiteto à frente do prédio da Japan House São Paulo, o estádio é a principal instalação da Tokyo 2020.

Com atenção à acessibilidade, o design contemporâneo homenageia a tradição da arquitetura japonesa do uso de beirais – a fachada traz esses elementos sobrepostos em camadas. Simbolicamente, a madeira foi retirada de todas as 47 províncias do país. Ali foram realizadas as cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos e provas de atletismo, rúgbi e futebol; após a Olimpíada, haverá partidas destes dois últimos esportes.

Nossos medalhistas no skate podem despertar nos viajantes brasileiros o interesse por visitar outra entre as instalações olímpicas: o Ariake Urban Sports Park. Fica no distrito que batiza o parque urbano, perto da Vila dos Atletas.

Shibuya Scramble, com observatório e redes no topo

Se a ideia é ver Tóquio do alto, a região central da cidade ganhou o Shibuya Scramble Square, no fim de 2019. Já entrou na lista de atrativos imperdíveis na cidade, graças ao visual. O arranha-céu, de 230 metros, mostra a visão do alto daquele famoso cruzamento de Tóquio, em que um monte de gente atravessa a rua simultaneamente. O lugar também promete panorâmicas do horizonte com a torre Tokyo Skytree e, quando o tempo está limpo, até com o Monte Fuji.

Nos 47 andares, há escritórios (do 17º aos 45º piso), 213 lojas e o deque de observação Shibuya Sky. O espaço na cobertura oferece redes para o visitante se deitar e relaxar no topo da mais frenética área da cidade. Entrada: 1,8 mil ienes pela internet (cerca de R$ 85); na bilheteria, custa 200 ienes a mais (R$ 9,50).

Parque urbano sobre um prédio: Miyashita Park

A estrutura, inaugurada em 1930 e redesenhada para os Jogos de 1964, foi repaginada agora. Virou um parque urbano em cima de um prédio do bairro comercial de Shibuya. Abriga o shopping Rayard Miyashita Park, com três andares de várias lojas. No terraço, tem skatepark, parede de escalada, quadra de areia, área poliesportiva, café e muito espaço verde para relaxar. O complexo é dividido em dois blocos – na parte norte, foi inaugurado um hotel.

Jardim digital

Nem um jardim botânico escapou da tecnologia em Tóquio. Dentro de uma estufa de 1,5 mil metros quadrados, o Hana Biyori tem cerca de 300 cestos de flores suspensos. Fica ao lado do parque de diversões Yomiuriland e é a primeira instalação permanente no Japão que junta flores vivas com projeções. Por meio de recursos tecnológicos, as reações do público ao show influenciam no resultado final. Entrada: 1,2 mil ienes (R$ 57).

Novos hotéis de luxo em Tóquio

Foi o Miyashita Park Sequence Hotel que abriu numa das pontas do parque urbano em Shibuya. No ano passado, de olho nos turistas que chegariam para a Olimpíada 2020 e na repercussão que um evento desse porte tem, várias redes hoteleiras aportaram por lá.

O grupo Intercontinental abriu seu primeiro Kimpton no Japão, o Shinjuku. Já a Marriott inaugurou o moderno Aloft Ginza e o luxuoso Tokyo Toranomon; este último é da sua marca boutique Edition, que acrescenta o Tokyo Ginza à lista de propriedades na Ásia, no segundo semestre de 2021.

A rede Four Seasons partiu para a segunda unidade na capital e terceira do país, com o Tokyo at Otemachi. Com terraços de vistas panorâmicas, o novo hotel investe em experiências gastronômicas, preparadas pela equipe do chef executivo Marco Riva, incluindo uma releitura do chá da tarde.

Museu do Snoopy, Charlie Brown e a turma de Peanuts

É a única filial no mundo do Museu Charles M. Schulz na Califórnia, nos Estados Unidos. Snoopy, Charlie Brown e a trupe de Peanuts ganharam a casa nova, bem maior, em dezembro de 2019. Três anos antes, o Snoopy Museum chegou ao bairro de Roppongi, onde permaneceu até 2018. O novo edifício de quatro andares, na área do Minami-Machida Grandberry Park, leva os visitantes a uma imersão no mundo dos quadrinhos traduzidos para 25 idiomas, caso da sala dedicada ao personagem que dá nome ao museu com um Snoopy de oito metros de comprimento.

O museu possui uma sala dedicada a workshops, por exemplo, de sacolas customizadas e velas no formato do cachorrinho. A estrutura inclui ainda o Peanuts Cafe e a Brown’s Store, com pelúcias dos personagens. Adultos e crianças podem fazer fotos no museu e no parque, usando um app disponível para download. Entrada: 1,8 mil ienes pela internet (cerca de R$ 85); na bilheteria, custa 200 ienes a mais (R$ 9,50).

Workshop de sushi em Tóquio

Fazer sushi exige muita habilidade, mas fãs de restaurantes japoneses podem curtir a experiência de uma hora e meia. Na aula da Tokyo Sushi Academy, os primeiros 10 minutos são usados para aprender a preparar o arroz. Depois, ingredientes e mão nos peixes. No encerramento, os participantes provam as delícias produzidas na classe. Preço: 8,8 mil ienes (cerca de R$ 420).

Workshop com vidro do período Edo

Na técnica Edo Kiriko, padrões geométricos e formas de folhas e flores enfeitam peças de vidro colorido, como vasos e pratos. Dá para experimentar fazer um copo usando esse método, surgido no período Edo, no século 17. Durante a experiência de uma hora e meia, o participante aprende como manusear a máquina e a desenhar no vidro. Preço: 4 mil ienes (cerca de R$ 190).

Aula de wadaiko, o toque japonês de tambor

E que tal fazer em Tóquio uma aula de uma hora de wadaiko, o toque japonês de tambor? O instrumento faz parte da cultura do país, em manifestações artísticas e religiosas. Com duas unidades na capital, o Taiko Center tem um estúdio em Asakusa perto do Templo Sensoji, que oferece classes em grupo. Preço: a partir de 7,5 mil ienes (cerca de R$ 355); em grupo, desde 6 mil ienes (R$ 285).

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