Etienne Laurent|EFE
Etienne Laurent|EFE

Após atentados, empresas de turismo flexibilizam mudança de passagens e pacotes para a França

Companhias aéreas e agências têm adotado medidas para negociar com clientes que queiram desistir da viagem marcada para a França

Estadão Conteúdo

17 Novembro 2015 | 18h48

Os recentes atentados em Paris, na França, geraram comoção no mundo todo e também receio de parte dos turistas que pretendiam visitar o país nos próximos dias. Diante do momento instável, companhias áereas e agências brasileiras de turismo decidiram adotar uma postura flexível no que diz respeito à mudança de data e destino de viagem de seus clientes.

"Os parceiros (da área do turismo) têm sido solidários. Há uma comoção, Paris é uma cidade cheia de opções e muitas delas estão fechadas e todos sabem disso. Há uma flexibilidade por parte das companhias aéreas, que costumam adotar medidas para lidar com esse momento difícil", afirma Monica Samia, CEO da Braztoa (Associação Brasileira dos Operadores de Turismo).

E é dessa solidariedade e do poder de negociação que dependem os turistas que, porventura, queiram adiar ou cancalar a viagem à França. Segundo o Procon-SP, diferentemente de situações em que as tragédias são consideradas naturais (casos de erupções, terremotos, alagamentos etc.), as empresas não são obrigadas a reembolsar ou oferecer uma alternativa aos consumidores. Em linhas gerais, porque o medo ou receio de viajar não seriam problemas objetivos.

Mesmo assim, as companhias áreas com voos para Paris têm oferecido mais de uma opção aos seus clientes. A KLM e Air France, por exemplo, permitiram o adiamento ou a mudança de destino desde o dia 13, quando ocorreram os atentados, até a última segunda. Quem tiver passagem marcada entre esta terça, 17, e o dia 22 de novembro poderá adiar a viagem sem custo adicional até 15 de dezembro (mantendo a classe da reserva) ou cancelar a viagem, sendo que as condições de reembolso se aplicam à classe tarifária escolhida na hora da compra da passagem.

Enquanto isso, a TAP está alterando as datas das passagens marcadas para o período entre 13 e 30 de novembro sem nenhum custo ou emitindo crédito, válido por um ano a partir da emissão, para quem prefere pensar melhor a data da viagem.

Assim como o Proncon-SP, a Braztoa orienta os consumidores a procurarem os fornecedores para uma possível negociação, entendendo as regras de cada um. Mas também é preciso agir com racionalidade e evitar pânico, ressalta Monia Samia: "É importante que as pessoas não ajam pelo impacto, cancelando tudo em um primeiro momento. Com o tempo, a gente consegue enteder melhor o que está acontecendo. O turismo é quase 10% da economia francesa. É do interesse deles que as coisas sejam normalizadas o quanto antes."

Nesse sentido, o próprio Consulado-Geral do Brasil em Paris assumiu um discurso mais tranquilizador, afirmando não ter recebido "nenhum cancelamento de voo ou de saída do território francês" - aeroportos e ferrovias continuam operando normalmente. Em nota, disse ainda que "não houve nenhuma recomendação oficial por parte do governo francês no sentido de evitar viagens à França", apesar de vários pontos turísticos e locais públicos, além de eventos, terem sido fechados e cancelados temporariamente.

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