Depois de um radical canopy, o relax nas águas termais

De início vai parecer exagero. Mas logo o turista se dá conta que o combinado de arroz, feijão preto, ovo, bacon e banana cozida que compõem o gallo pinto, tradicional café da manhã costa-riquenho, pode ser fundamental para dar a disposição necessária para encarar as aventuras que vão desafiá-lo ao longo do dia.

Bruna Tiussu, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2010 | 02h17

 

A marca registrada do país são os canopys, sequências de tirolesas sobre as árvores. Há circuitos desenvolvidos para todas as idades - até exclusivos para crianças. Um dos mais radicais fica no Parque Nacional Rincón de la Vieja (lar do vulcão de mesmo nome), a apenas 27 quilômetros de Liberia.

 

São, ao todo, dez cabos: o mais alto foi instalado a 200 metros de altura e o mais longo tem 750 metros de comprimento, exigindo energia em dobro. É preciso ir freando com os braços durante toda a descida. Os guias ainda convidam o visitante a testar sua coragem. Quem quiser, pode percorrer um dos cabos de cabeça para baixo e com as mãos soltas. Quer mais adrenalina? O parque conta com cachoeiras que podem ser escaladas e trilhas pela mata que circunda o vulcão.

A geografia montanhosa, o grande número de rios e as chuvas abundantes fazem a felicidade dos amantes do rafting. Perto de Turrialba, a 50 quilômetros da capital, é possível descer as rápidas corredeiras do Rio Pacuare, o maior do país. O percurso de 28 quilômetros é indicado tanto para experientes quanto para iniciantes - o trajeto completo é feito em dois dias.

Não longe dali fica o exuberante Vulcão Irazú, que, apesar de ainda ativo, não dá sinais de entrar em erupção desde os anos 1960. Seu cume é formado por várias crateras e uma delas esconde uma impressionante lagoa de águas cor esmeralda. O trajeto para chegar lá no alto pode ser feito a pé ou de carro. E, segundo os guias, há como ver tanto o Oceano Pacífico quanto o Mar do Caribe em um dia claro.

Estética. Se engana quem pensa que só vale ir até os vulcões com ânimo para grandes aventuras. Os costa-riquenhos também souberam aproveitar muito bem suas aplicações, digamos, terapêuticas.

É bem verdade que a primeira impressão que o Vulcão Miravalles causa não é das mais agradáveis. A 280 quilômetros de San José, ele é todo cinza, com buracos recheados de lama, fumaça constante e um cheiro de enxofre que chega a causar mal estar.

Explorar um pedaço dele pelas trilhas é, portanto, opção para os mais resistentes. Quem vai até lá quer aproveitar um bom e relaxante banho de lama, que, segundo os moradores, tem poder de curar reumatismos e deixar a pele macia como a de um bebê. Depois de uma ducha, 20 minutos de sauna e, na sequência, três piscinas termais para completar o circuito zen.

 

BATE-VOLTA

Cerro Chirripó

Quem não se contenta com os canopys e as caminhadas que levam às cachoeiras pode investir na trilha rumo ao topo da mais alta montanha do país, o Cerro Chirripó, com 3.821 metros. Depois de conquistar os primeiros mil metros, chega-se ao único albergue dali, inaugurado em 1998 com esforço tremendo - cem voos de helicóptero foram necessário para levar o material usado na sua construção. Aventureiros que pretendem seguir jornada (ao todo são três dias de andança) se hospedam ali, com direito a sinal de celular e Wi-Fi. O Parque Nacional de Chirripó fica a 150 quilômetros da capital, percorridos em três horas de viagem.

Cataratas Namú

Típico dia no campo, com direito a café da manhã com frutas frescas, almoço caseiro e periquitos que vão facilmente no seu dedo. Os próprios moradores da fazenda Namú recebem e guiam os turistas pelas trilhas que levam até as quatro cachoeiras de águas refrescantes - parte do trajeto pode ser feito a cavalo. O passeio de um dia custa US$ 45. Site: cataratasnamu.com.

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