Desfilar, dançar e ver o dia clarear

Movimento começa para valer por volta das 3 horas e boa parte dos convidados só vai embora bem depois de o sol raiar

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2009 | 00h56

2h30

O Krysha Mira ainda está vazio. Conto 12 pessoas na pista principal. Todas extremamente bem vestidas, com tubinhos descolados, camisetas com detalhes que brilham sob as luzes do clube e coletes de pele sintética. Mais batidas eletrônicas - desta vez, house - e alguns já dançam.

O clube repentinamente fica lotado. Não param de chegar novos convidados à pista. E já estão todos animados, entregues ao DJ que comanda a festa, levantando os braços e dançando. Os frequentadores surgem em pequenos grupos formados por três ou quatro pessoas.

3 horas

Posicionam-se diante da cabine do DJ em semicírculos e dançam, dançam, dançam. Pela configuração "clube-exclusivo-para-alta-classe-e-grupos", o ambiente não parece favorável a encontros casuais - nem à paquera.

A festa prossegue em ritmo crescente de animação até esse horário. Mas a casa continua aberta, e com DJs a postos, até 10 horas. Infelizmente, não posso aproveitar os primeiros raios de sol sobre a cidade dentro do clube, já que tenho de embarcar no voo para São Paulo.

Contudo, mantenho os amigos russos, para poder retornar à cidade - e ao clube, claro!

6 horas

Em outros locais predominam o pop-rock russo e os 40 hits mais batidos de qualquer pista de dança do planeta. Mas o Krysha Mira é bastante diferente do restante da cena de Moscou. É o topo do mundo.

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