Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters

Destinos clássicos e chiques

Clássicos: sucesso de público

O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2012 | 02h13

Paris e Nova York são generosas com compradores: não têm shoppings, mas espalham lojas incríveis por todos os seus bairros. Não à toa, se tornaram clássicos entre os destinos de compras amados por brasileiros.

 

Nova York

Nova York, não é exagero dizer, tem o que você procurar. No coração turístico de Manhattan, as gigantes Macy's e Bloomingdale's enfileiram moda, joias, decoração, perfumes e dão descontos a estrangeiros. A Century 21, perto das antigas torres gêmeas, tem bons preços, mas exige paciência para garimpar. A Best Buy da Union Square é o paraíso dos eletrônicos em conta.

Com sua roda gigante de quase 20 metros de altura, a Toys R Us da Times Square é uma atração em si. Mas a loja do Museu Metropolitan, em frente ao Rockefeller Center, tem os presentes mais inteligentes para crianças: jogos, quebra-cabeças, fantasias, lúdicos livros de arte.

Chiques e famosos frequentam a 5ª Avenida e a Madison. E ainda o Meatpacking District, uma sequência de antigos galpões que viraram butiques de nomes como Diane von Furstenberg, Alexander McQueen e Christian Louboutin. Perto dali, a Rua Bleecker é um dos trechos mais descolados de Manhattan. No número 159 está o The Market, uma reunião de designers locais.

A loja da Apple no Soho é menos lotada e mais bonita que a da 5ª Avenida, que virou atração com seu cubo de vidro. E, no delicioso East Village, brechós como o Trash and Vaudeville, aberto em 1975, eram frequentados por ídolos do rock como Ramones e New York Dolls. / M.N.

 

Paris

As duas megastores mais importantes da capital francesa compartilham o endereço: o Boulevard Haussmann. No número 40, a decoração de Natal luxuosa das Galerias Lafayette inclui um pinheiro todo decorado com cristais Swarovski, bem abaixo da cúpula de vitrais que é símbolo do prédio neoclássico de cinco andares. Inaugurado há dois anos, o piso dedicado a sapatos é de cometer loucuras.

Na mesma avenida, o cenário natalino da Printemps, no número 64, foi criado em parceria com a Dior. Renovado, o quinto andar agora é dedicado a decoração e design.

Apesar da eterna lotação turística, os quarteirões da Avenida Champs Elysées mais próximos do Arco do Triunfo são mesmo indispensáveis para encontrar grifes de luxo. Um de seus cruzamentos, a Avenida Montaigner, enfileira Pucci, Chanel, Jimmy Choo e outras. Outro hot spot de grifes fica pelo entorno da Igreja da Madeleine.

Beirando o Jardim das Tulherias, a Rue de Rivoli tem lojas mais populares: H&M, Sephora, Swatch, Gap. As compras mais descoladas você fará pelo bairro do Marais: comece pelo brechó Kilo Shop. / MÔNICA NÓBREGA

 

Chiques: com exclusividade

Não basta ter grife, é preciso transpirar exclusividade. E isso, nem os ônibus de city tour que volta e meia despontam na paisagem conseguem tirar dos destinos de compras mais chiques do planeta.

 

Milão

 

Sinônimo de extrema elegância, a Via Montenapoleone é a meca milanesa do luxo. Junto com as Vias Della Spiga, Sant'Andrea e Pietro Verri forma o chamado Quadrilatero d'Oro, nome autoexplicativo.

São mais de 150 lojas. Ao lado fica a imponente sede do grupo Giorgio Armani - leia-se da mais fina alta costura a jeans e itens de decoração.

Os preços fazem jus ao status dos vendedores e dos clientes: moradores endinheirados, turistas não necessariamente. A estes, a dica é esperar pelas liquidações (ou saldi), a partir de 6 de janeiro. Pode ser a chance.

Perto do Duomo, a loja da Ferrari é uma das mais concorridas da marca no mundo./ FELIPE MORTARA

 

Los Angeles

 

Quando passam, os ônibus turísticos levam uma pitada de vida real à Rodeo Drive, em Beverly Hills. No restante do tempo, sandálias de quatro dígitos, óculos de sol gigantes, um ou outro paparazzo e Bentleys e Maserattis compõem o clima do boulevard mais chique da Califórnia, habitué de listas das ruas mais elegantes do planeta.

São três quadras de realeza fashion, de Valentino a Cavalli, de Chanel a Prada. Vitrines grandes, envidraçadas e minimalistas como convém a uma loja de luxo guardam um, no máximo dois manequins, em modelos cujo preço só se descobre lá dentro. Não há promoção no horizonte. O que atrai clientes são eventos vips como a recente reabertura da joalheria Van Cleef & Arpels, com espetáculo de dança do coreógrafo Benjamin Millepied, também conhecido como marido da atriz Natalie Portman. No extremo da via está o Hotel Wilshire, que o mundo viu como castelo para o conto de fadas vivido entre Julia Roberts e Richard Gere em Uma Linda Mulher (1990). / M.N.

 

Antuérpia

 

Em 1986, um grupo de estilistas, conhecidos como "os seis de Antuérpia", desembarcou em Londres chamando a atenção do mundo fashion. A cidade belga, famosa pela produção de diamantes, fez brilhar os olhos do mundo com suas criações têxteis.

Na Meir, a principal rua de comércio na cidade, fechada aos carros, estão as lojas de Ann Demeulemeester, Dirk Bikkembergs, Dirk van Saene, Walter van Beirendonck e Marina Yee, cinco dos integrantes do grupo. O sexto e mais famoso, Dries van Noten, tem sua loja-conceito perto do Museu de Moda. A coleção vai do renascentismo francês a vanguardistas como o festejado designer local Martin Margiela. / F.M.

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