Felipe Mortara/Estadão
Felipe Mortara/Estadão

Dez vezes Buenos Aires

Entre clássicos e opções menos óbvias, reunimos os melhores programas do verão portenho

Felipe Mortara,

24 Outubro 2013 | 12h16

1- Temporada musical

Vários eventos musicais trazem ainda mais energia aos dias quentes em Buenos Aires. O festival Creamfields vai reunir amantes da música eletrônica na Costanera Sur, em 11 de novembro, para curtir nomes de peso no estilo, como Underworld e Above & Beyond. Ingressos a partir de 600 pesos (R$ 226) em creamfieldsba.com. Já o Buenos Aires Jazz, entre 20 e 25 de novembro, trará artistas internacionais como Augustín Moya e Banda Mantiqueira, em apresentações gratuitas e pagas, a partir de 60 pesos (R$ 23). Programação completa em festivales.buenosaires.gob.ar/jazz.

 

2- Alívio ao calor

Um jeito bom de aliviar o calor na região do Rio da Prata, mais úmida e abafada, é aproveitar os Bosques de Palermo, conjunto de parques e museus onde certamente você encontrará uma boa sombra à beira de um lago para um piquenique. Entre eles está o Jardim Botânico Carlos Thays (jardinbotanico.buenosaires.gob.ar). Já o bem cuidado Jardim Japonês (jardinjapones.org.ar) reproduz cenários nipônicos com perfeição (entrada a 24 pesos ou R$ 9). E que tal um tour de bike elétrica? Passeios guiados de 2h30 saem por 70 pesos (R$ 26). Mais em tinyurl.com/bici2013.

 

3- La Boca, sempre

No bairro mais turístico de Buenos Aires, a Fundação Proa (proa.org), espaço expositivo de artes plásticas que tem biblioteca e café, é o que há de mais novo. Na parte tradicional, fotografar o Caminito é daquelas turistagens inevitáveis. Sob as arquibancadas do estádio La Bombonera está o Museo de La Pasión Boquense (museoboquense.com; 55 pesos ou R$ 21). Na saída, vá ao Mercado Viejo de La Boca (Iberlucea, 1.061) e coma tortilhas com cerveja (25 pesos ou R$ 9). A Buenos Aires Market (buenosairesmarket.com) é uma feira de orgânicos e objetos descolados.

 

4- Tango ou milonga?

O tango é tão enraizado na cultura portenha que é difícil dispensar um show. O Rojo Tango (rojotango.com), do Faena Hotel, em Puerto Madero, é inesquecível, porém caro: US$ 270 por pessoa (R$ 592), com jantar. Mas o espírito do tango reside mesmo é nas milongas, bailes onde o povo vai dançar. A Glorieta de la Barranca (glorietadebelgrano.com.ar) reúne os bailarinos numa praça e professores dão aulas (30 pesos ou R$ 11 a hora). O La Catedral (lacatedralclub.com), que também tem instrutores, fica num incrível galpão cheio de quadros e tranqueiras nas paredes e no teto.

 

5- (Re)visita a clássicos

Nunca é demais recapitular o essencial da capital portenha. Pegue um metrô até a Avenida 9 de Julio. Comece a caminhada pelo Obelisco, erguido em 1936. Considerado a terceira melhor casa de óperas do mundo, o Teatro Colón merece uma visita guiada (teatrocolon.org.ar; 110 pesos ou R$ 41, com agendamento). Siga até a Plaza de Mayo, onde estão a Casa Rosada, a Catedral Metropolitana – ali, o papa Francisco rezava missas ainda como cardeal – e, na Avenida de Mayo, o Café Tortoni (cafetortoni.com.ar; cerveja a 30 pesos ou R$ 11). Na Calle Florida, compre nas Galerías Pacífico (galeriaspacifico.com.ar).

 

6- Descolado Palermo

É o bairro mais gostoso de Buenos Aires. Ruas planas, quarteirões paralelos e arborizados abrigam os melhores e mais descolados restaurantes, bares e lojas. Hollywood, Soho, Sensible e Chico são sinônimos de charmosos cantos do bairro. Comece desbravando os arredores da Plaza Serrano, com suas barraquinhas e lojinhas. O retângulo Cabrera-Malabia-Guatemala-Thames é o mais movimentado, com restaurantes como o Minga (mingaparrilla.com.ar), que serve parrilla por 60 pesos (R$ 23) por pessoa. O sorvete de alfajor do Fillipo Caffe Gelato (Jorge Luis Borges, 1.804) custa 25 pesos (R$ 9).

 

7- Arte nos museus...

Entre os mais de 20 museus, destaque para o de Arte Latino-Americano (malba.org.ar), com obras de mestres da pintura do nosso continente, como Antonio Berni (1905–1981) e Diego Rivera (1886–1957), além do cartão-postal da casa, o Abaporu, da brasileira Tarsila do Amaral (1886–1973). Entradas a 40 pesos (ou R$ 15). Vá também ao Museu Nacional de Arte Decorativo (mnad.org), que retrata ambientes das casas ao longo dos séculos. Chagal, Dalí e Andy Warhol estão no Fortabat (coleccionfortabat.org.ar).

 

8- ...e nas ruas

Boa parte da arte portenha não está sob o ar condicionado, mas nos muros. Fazer um tour de grafite pelo bairro de Colegiales revela um canto novo da cidade e exibe o poder da arte de rua. Em três horas de caminhada (a US$ 20 ou R$ 43) passa-se, por exemplo, por muros grafitados por Franco Fasoli, o “Jaz”, que usa materiais como tinta asfáltica, lama, gasolina e restos de churrasco para grafitar ursos e minotauros de até 4 metros. O roteiro acaba na Galería Graffitimundo (graffitimundo.com), que organiza o tour.

 

9- Só aos domingos

Neste dia fica difícil superar a delícia que é caminhar entre as antiguidades e quinquilharias da Feira de San Telmo (feriadesantelmo.com), na Plaza Dorrego. Opções de almoço não faltam, como o Caseros (caserosrestaurante.com.ar), que serve um excelente menu, com entrada de vegetais assados e ojo de bife com papas, puerros y verdeo como prato principal, por 54 pesos (R$ 20). Depois, confira o acervo do Museu de Arte Contemporânea (macba.com.ar), ali ao lado. Entrada a 25 pesos (R$ 9).

 

10- Na água

Você pode se divertir e aprender um novo esporte nas aulas de vela, remo e caiaque no Yacht Club de Puerto Madero, em uma represa formada por diques. Um curso de 5 horas custa 800 pesos (R$ 300), mas, caso já saiba navegar, é possível alugar embarcações por 180 pesos (R$ 68) a hora. Outra opção é Tigre, cidade ribeirinha a 45 minutos de trem do centro da capital. Faça ali um tour de barco com duração a partir de 1 hora (desde 45 pesos ou R$ 17 na sturlaviajes.com.ar) pelo delta dos Rios da Prata e Paraná.

 

 

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